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Trump quer renomear Ormuz com o seu apelido em nova ronda de hostilidades EUA-Irão

Jornal Económico ·
Trump quer renomear Ormuz com o seu apelido em nova ronda de hostilidades EUA-Irão

As hostilidades entre norte-americanos e iranianos em torno de Ormuz continuam e, além da troca de fogo que continua a fazer vítimas mortais, a retórica também tem subido de tom.

E a sugestão ‘fora da caixa’ mais recente de Washington, embora na linha de outras propostas do presidente, não deixa de surpreender: depois do Golfo do México e do Lago Ontário, Trump quer agora renomear o Estreito de Ormuz como Estreito Trump.

Mais um dia, mais uma proposta que boa parte do mundo verá como absurda e até a roçar o infantil: Donald Trump soltou a sua ira na rede social Truth e, além de voltar a garantir que as forças armadas iranianas estão arrasadas, sugeriu renomear o Estreito de Ormuz com o seu nome de família.

“Agora que o temos sob controlo, devemos mudar o nome do Estreito de Ormuz para ESTREITO TRUMP?”, questionou o presidente na sua página da Truth Social, ao seu jeito estilizado só com maiúsculas.

Antes, a situação já não permitia grande otimismo.

Depois dos bombardeamentos da madrugada no sul do Irão, que vitimaram 19 pessoas, incluindo crianças num casamento onde morreram quatro pessoas, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) respondeu, atacando bases americanas na Jordânia, Bahrain, Kuwait e no Curdistão iraquiano.

Segundo a Al Jazeera, as forças iranianas usaram nestes ataques mísseis Kheibar Shekan, ou ‘Quebra Castelos’ em persa, um míssil balístico de médio alcance que pode atingir alvos até 1.500 quilómetros de distância com cargas explosivas até 590 quilos.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) garantiu, citado pela agência Reuters, que não visa civis nos seus ataques.

Em resposta, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, lembrou uma série de vítimas civis de ações militares americanas.

“Aparentemente, eles [CENTCOM] esqueceram o seu próprio registo militar: Kakarak em 2002, Mukaradeeb em 2004, e Deh Bala e Wech Baghtu em 2008 – ataques americanos documentados no Afeganistão e Iraque que resultaram na morte de civis, incluindo mulheres e crianças”, escreveu numa publicação na rede X.

Outra declaração do CENTCOM que parece esbarrar na realidade é a da passada semana a anunciar que o Estreito havia sido limpo de minas.

Segundo Trump, o tráfego naquela zona estaria agora livre e assegurado pelas forças norte-americanas, mas a IRGC fez saber esta quarta-feira que dois petroleiros estariam em chamas depois de terem colidido com minas – contrariando as declarações de Washington.

Além das explosões, as forças iranianas anunciaram ter capturado uma embarcação no norte do Golfo com cerca de 380 mil litros de combustível contrabandeado, reforçando a noção que o tráfego na região não está, ao contrário do que alegam os norte-americanos, permitido e a fluir livremente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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