A Europa tem de aprender a cuidar de si
Durante demasiado tempo, a Europa habituou-se a viver num mundo confortável.
Os Estados Unidos garantiam grande parte da sua segurança, a Rússia fornecia energia barata e a China produzia a baixo custo muito do que os europeus consumiam.
Ao mesmo tempo, as grandes revoluções tecnológicas aconteciam sobretudo do outro lado do Atlântico.
O modelo funcionou enquanto o mundo permitiu.
Hoje, já não permite.
A guerra na Ucrânia mostrou, da forma mais dura, que a paz europeia não é um dado adquirido.
A Rússia continua a testar os limites do Ocidente e os acontecimentos junto às fronteiras da NATO recordam que aquilo que começou como uma invasão de um país soberano tem consequências que ultrapassam largamente o território ucraniano.
A distância entre a guerra e a União Europeia é cada vez menor.
"A Europa construiu um dos maiores espaços de liberdade, democracia e prosperidade do mundo.
Mas preservar esse património exige mais do que proclamar valores.
Exige capacidade para os defender." Mas seria um erro reduzir o problema europeu à Defesa.
A dependência tem muitas faces.
Na Energia, a invasão da Ucrânia obrigou a Europa a perceber, demasiado tarde, os riscos de colocar uma parte importante do seu abastecimento nas mãos de Moscovo.
Na Defesa, revelou décadas de desinvestimento e uma excessiva dependência dos Estados Unidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.