Kremlin saúda pedido de Trump para Ucrânia parar ataques a refinarias
"S em dúvida, só podemos saudar qualquer apelo ao regime de Kyiv para que pare os ataques contra a infraestrutura económica civil", afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, na conferência de imprensa telefónica diária.
Peskov assinalou observar-se atualmente que, "em geral, a situação nos mercados de petróleo bruto está a piorar vertiginosamente, fundamentalmente devido à escalada no golfo Pérsico".
O porta-voz do Kremlin recordou que a Rússia proibiu a exportação de derivados de petróleo "para garantir o abastecimento interno do país", uma proibição que "em certo sentido incide no mercado mundial".
"À medida que o mercado interno fique garantidamente abastecido, voltará à agenda a questão do levantamento desta proibição. E então uma certa quantidade adicional poderá ser encaminhada para o mercado internacional", indicou.
Os constantes ataques ucranianos contra as refinarias russas causaram um défice de gasolina e gasóleo na Rússia, obrigando o Governo a restringir a venda de combustível nas estações de serviço russas e a proibir a exportação de derivados.
Domingo, no final de uma visita à Irlanda, Trump pediu a Zelensky para parar os ataques contra as infraestruturas petrolíferas russas.
"Zelensky tem de fazer uma única coisa. Tem de deixar de afetar os combustíveis na Rússia. Que ataque outros alvos, mas não o combustível, porque está a provocar uma escassez de gasóleo", afirmou Trump, em resposta aos jornalistas, à margem do Open de golfe na Irlanda.
Trump considerou que os ataques da Ucrânia contra a infraestrutura energética russa "prejudica o mundo", além de assegurar que é a guerra entre Kiev e Moscovo que está a causar problemas de abastecimento de gasóleo, e não a guerra no Médio Oriente.
"Isto não tem a ver com o que se passa no Médio Oriente. Isto tem a ver com o que está a acontecer entre a Rússia e a Ucrânia. Por isso, falámos com Zelensky sobre isso. Há muitos outros alvos. Que não ataque o combustível porque isso está a prejudicar o mundo. Não queremos que ataque o combustível", afirmou.
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