Flixbus entra em Sete Rios no dia 29. Batalha com Rede de Expressos continua
Em novembro último, a FlixBus promoveu uma ação de “guerrilha” em Sete Rios, para reclamar o que considera ser o bloqueio promovido pelo gestor do terminal lisboeta.
Os alemães alegaram perdas superiores a 12 milhões de euros A FlixBus vai mesmo iniciar a operação no terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa, no dia 29 deste mês, confirmando-se uma dúvida que permanecia no ar, no seguimento do diferendo com a Rede de Expressos.
A operação estreia-se com 23 percursos , número que a empresa considera um “reduzido volume de operação”.
A partir desta sua interpretação, a FlixBus assegura que esta entrada é “apenas uma primeira fase de um processo” por si considerado “longe de estar concluído”, afirmou a empresa ao ECO/Local Online.
Assim, apenas parte dos movimentos serão transferidos do terminal da Gare do Oriente, no Parque das Nações.
Naquilo que era uma das suas reivindicações, a FlixBus terá agora bilheteira própria em Sete Rios, para venda de passagens nos autocarros e para perdidos e achados.
Os bilhetes podem ainda ser adquiridos online.
Num diferendo com a Rede Nacional de Expressos (RNE) que envolve a justiça, a Flixbus nota, na informação prestada nesta quinta-feira, que a tão aspirada operação no terminal gerido pelo mesmo grupo que detém a RNE, a Barraqueiro, “acontece mais de seis meses depois da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, de 8 de março, que determinou o acesso imediato da FlixBus a Sete Rios ”.
Rede Expressos ‘cede’ Sete Rios à Flixbus a 24 de setembro Ler Mais A este propósito, a transportadora portuguesa já tinha vindo explicado ao ECO/Local Online que “não cabe à RNE qualquer responsabilidade no facto de a Flixbus não ter, em tempo, as autorizações devidas para início dos serviços que pretende transferir da Gare do Oriente para Sete-Rios” .
“Este é um primeiro passo que permite finalmente iniciar a operação em Sete Rios, mas não significa que o processo esteja resolvido, dado o reduzido volume de operação”, diz por seu lado a FlixBus.
Esta, garante, em comunicado, Tiago Alves, diretor das operações da empresa em Portugal, “continuará a exigir um maior escrutínio à efetiva capacidade do terminal e a lutar por um acesso em condições equitativas, transparentes e não discriminatórias, até que a decisão do tribunal seja cumprida na íntegra”.
O terminal rodoviário de Sete Rios é o ponto central da discórdia entre a FlixBus e a Rede de Expressos, pertencente ao grupo Barraqueiro, que também faz a gestão da infraestrutura Hugo Amaral/ECO Um dos argumentos dos alemães para manterem o litígio judicial é a quota-parte de movimentos que lhe são atribuídos pela gestora do terminal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.