Inflação energética na América Latina atingiu nível mais elevado de 2026
E ste valor supera igualmente a inflação total de 4,49%, o que, segundo apontou a Olacde num comunicado este sábado, indica que os custos da energia "estão a subir a um ritmo muito mais acelerado do que o restante conjunto de componentes da cesta do índice de preços no consumidor (IPC)".
A organização, com sede em Quito, explicou que o aumento está "ligado principalmente às tensões geopolíticas no Médio Oriente" e aos "riscos associados ao fornecimento petrolífero, o que fez crescer os custos relacionados com importação, refinação e transporte".
"Este efeito foi transferido para os mercados internos, especialmente no que diz respeito aos combustíveis: em junho, o preço médio regional da gasolina atingiu o nível mais elevado do primeiro semestre", acrescentou a organização em comunicado.
Contudo, a Olacde assinalou que o impacto não se transmitiu de forma imediata nem simétrica aos consumidores, já que nas primeiras semanas do conflito entre os EUA e o Irão o preço do petróleo chegou a aumentar cerca de 60%, enquanto os combustíveis subiram quase 20%.
Apesar de, o valor do crude ter recuado posteriormente face aos máximos, o aumento dos combustíveis persistiu na região, "evidenciando um desfasamento entre a evolução dos preços internacionais e os valores pagos nos mercados internos", refere a nota informativa.
O organismo destacou ainda variações entre países, dado que foram implementados subsídios, controlos e mecanismos de estabilização que permitem a alguns mercados manter preços relativamente baixos.
Por outro lado, acrescentou que outras nações enfrentam valores superiores devido às suas estruturas de formação de preços e a maiores custos logísticos e operacionais.
A Olacde afirmou que a persistência elevada dos preços dos combustíveis estende o seu impacto para além do setor energético, já que aumenta custos associados à mobilidade e ao transporte de mercadorias; afeta despesas familiares e influencia os custos produtivos.
O estreito de Ormuz, entre o Irão e Omã, é uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás e tornou-se um dos principais pontos de tensão do conflito entre Estados Unidos e Irão.
O crude do Mar do Norte, fechou a sessão no mercado de futuros do Intercontinental Exchange de Londres a cotar 0,61 dólares (0,53 euros) acima dos 93,78 dólares (81,6 euros) com que encerrou as transações na quinta-feira.
Ao mesmo tempo, o petróleo Brent continuou a sua tendência de subida e, depois de ter quebrado a barreira dos 90 dólares (78,3 euros) na segunda-feira, fechou a semana perto dos 95 dólares (82,7 euros), perante as expectativas de um conflito prolongado no Médio Oriente, dadas as renovadas tensões entre Washington e Teerão.
A subida da cotação do barril é uma resposta à ofensiva económica contra o Irão anunciada esta semana pelo Presidente dos Estados Unidos, descrita como a operação de maior impacto alguma vez realizada contra um país, que procura cortar o financiamento e o apoio económico à República Islâmica.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar o 12.º maior aumento entre os 27 Estados-mem
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