BE e PCP apresentam voto de pesar conjunto pelas vítimas da ação militar israelita
O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português deram entrada na Assembleia da República de um projeto de voto de pesar "pelas vítimas resultantes da política de colonização e genocídio por parte de Israel, independentemente da sua nacionalidade, e em prol da paz justa e duradoura no Médio Oriente." Os partidos, no documento conjunto, relembram os "três anos de agressão militar sobre a população palestiniana em Gaza" e pedem "a evocação de todos os vitimados pela pela violência de Israel".
A inda assim, lembram também a necessidade de homenagear "as vítimas inocentes dos ataques de 7 de outubro de 2023", reconhecendo, portanto, a crítica à demonstração bélica do Hamas nessa altura , atentados que levaram a um aumento do conflito na região já de si, há muito, conturbada.
No documento assinado por Fabian Figueiredo, deputado do Bloco de Esquerda, e por Paulo Raimundo, deputado e secretário-geral comunista, os partidos responsabilizam "os governos de Israel", que consideram "autores de décadas de crimes e que rejeitam acordos internacionais que determinam a concretização do Estado da Palestina", mas também "os que apoiam" e são "cúmplices" de Israel.
Mariana Mortágua, ainda como coordenadora do BE, foi até Gaza numa Flotilha Humanitária em 2025 e mantém-se particularmente influente na recolha de dados do conflito internacional , tendo o Bloco, portanto, várias iniciativas de repúdio à ação israelita.
O PCP criticou a visita de Marco Rubio a Portugal, falou em "subordinação" de Portugal e, tal como toda a esquerda, criticou o uso da Base das Lajes antes da intervenção norte-americana no Irão.
Quinta-feira, 8 de outubro, os comunistas vincavam no seu site oficial que "a política hoje conduzida pela Administração Trump, que visa impor a dominação dos EUA no plano mundial", se "efetiva no apoio à política de Israel de ocupação, colonização e genocídio contra o povo palestiniano".
Menciona ainda a condenação "à agressão militar ao Líbano e a outros países do Médio Oriente" , daí que a terminar o projeto de voto de pesar conjunto os partidos contestem "as ações de violência contra as populações, sejam elas a palestiniana, a libanesa, a síria, a iraniana, a israelita ou qualquer outra." Estão estimadas cerca de 70 mil vítimas mortais nos últimos três anos na Palestina.
Livre questiona Governo sobre dois portugueses detidos Num outro âmbito, o Livre informou o DN de que avançou com uma pergunta ao Governo, pedindo informações acerca de dois portugueses que terão sido detidos na Cisjordânia.
A notícia dessas mesmas detenções foi avançada na quinta-feira e depois confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros à Lusa .
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