Plataforma pública “Licencia com Inteligência Artificial” vai cortar tempos de espera em “pelo menos 60%”
O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de inteligência artificial (IA) , mas considera que esse atraso pode transformar-se numa oportunidade para acelerar a produtividade e a competitividade da economia, pela margem por explorar que está disponível.
“As nossas empresas têm uma baixa adoção de IA.
As pequenas e médias empresas correspondem a 99% do tecido empresarial português e a adoção de IA é baixa.
É preciso apoiar estas empresas a introduzir IA nos seus modelos de negócio para poderem competir no plano global”, disse o ministro na Conferência “Futuro do trabalho 5.0”, no estúdio do ECO., na qual se discutiu as novas tendências do trabalho e de que forma a tecnologia as está a moldar.
Ministro está “há 6 meses para conseguir comprar quiosques” Ler Mais Para além das empresas, outras das prioridades identificadas por Gonçalo Saraiva Matias é o Estado, onde o desafio é “ainda maior”.
Para o ministro , uma das formas mais “eficazes” e “rápidas” de combater a burocracia é através da adoção de IA, dando como exemplo o processo de licenciamento e a contratação pública.
“No final do mês vai entrar em vigor o novo regime da construção e estamos a construir uma plataforma chamada Licencia com Inteligência Artificial para ser o único ponto de entrada e de gestão de todos os licenciamentos, construção ambiental e industrial.
Isto permite-nos reduzir pelas minhas perspetivas, em pelo menos 60%, o tempo de um licenciamento em Portugal, numa fábrica, num edifício, numa casa”, disse.
A IA deverá atuar sobretudo na instrução e tramitação dos processos, enquanto a decisão final continuará a ser tomada por responsáveis humanos.
O responsável reconheceu que há muitas críticas ao tempo e ao processo dos licenciamentos por parte de entidades públicas, e reconheceu que muitas delas têm razão de ser.
A contratação pública é outra das áreas em que o Governo pretende introduzir tecnologia para acelerar procedimentos.
Gonçalo Saraiva Matias defendeu que a combinação entre novas regras e ferramentas digitais permitirá ao Estado adquirir bens e serviços de forma mais rápida, com o objetivo final de melhorar os serviços prestados aos cidadãos.
Para o ministro, a aposta na IA não deve ser vista apenas como uma transformação tecnológica .
É também uma questão de produtividade e competitividade económica, num país onde o Governo reconhece que a adoção empresarial da tecnologia ainda está numa fase inicial.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.