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Economia

Bancos aumentam exposição a Data Centers com boom da IA, mas gerem risco com titularização, diz DBRS

Jornal Económico ·
Bancos aumentam exposição a Data Centers com boom da IA, mas gerem risco com titularização, diz DBRS

O investimento sem precedentes em centros de dados impulsionado pela Inteligência Artificial está a transformar estas infraestruturas num ativo estratégico e a criar oportunidades significativas para os bancos, que estão cada vez mais envolvidos no financiamento da economia da IA, mas que recorrem ativamente à distribuição de risco para limitar a concentração.

Esta é a conclusão de um comentário publicado esta quarta-feira pela agência Morningstar DBRS, intitulado “Powering the AI Economy: How Banks Are Managing Their Growing Data Centre Risk Exposure”.

Segundo o relatório, o investimento ligado à IA nos EUA foi estimado em 430 mil milhões de dólares em 2025 e poderá mais do que duplicar até 2029, refletindo tanto a rápida inovação como a natureza intensiva em capital de computação, armazenamento e energia.

Para suportar esse crescimento, empresas de tecnologia levantaram cerca de 300 mil milhões de dólares junto de investidores norte-americanos e dependeram cada vez mais do financiamento bancário, refere a análise da DBRS.

Os bancos norte-americanos continuam a ser os participantes dominantes.

Instituições como JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup, Morgan Stanley e Wells Fargo têm organizado regularmente financiamentos multibilionários a promotores e infraestrutura de IA.

A título de exemplo, o JPMorgan liderou um empréstimo para construção de 7,1 mil milhões de dólares para o campus Stargate da Crusoe no Texas em 2025, enquanto um consórcio liderado pelo Morgan Stanley e MUFG disponibilizou 2,6 mil milhões de dólares à CoreWeave no mesmo ano.

Os bancos europeus também aumentaram a sua participação através de empréstimos de infraestrutura, project finance e operações sindicadas.

O Deutsche Bank concedeu 600 milhões de euros à sueca EcoDataCenter em setembro de 2025 e participou no financiamento de 4,3 mil milhões de dólares australianos à AirTrunk na Austrália, refere o documento.

Para além do crédito bancário tradicional, fundos de crédito privado, investidores em infraestruturas e gestores de ativos estão a tornar-se cada vez mais importantes.

A DBRS destaca a iniciativa anunciada recentemente pela Nvidia para mobilizar mais de 500 mil milhões de dólares para infraestrutura de IA como ilustração da escala das necessidades e do papel crescente de financiadores não bancários.

Apesar das fortes perspetivas de crescimento, o financiamento de centros de dados acarreta vários riscos.

A agência considera que o risco de concentração é um dos mais significativos.

Os projetos são tipicamente de grande dimensão e dependentes de um número limitado de hyperscalers, fornecedores de IA ou operadores especializados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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