Resgatados 161 migrantes a bordo de embarcação precária ao largo da Mauritânia
D e acordo com a Guarda Costeira da Mauritânia, além das condições precárias da embarcação, o motor da lancha encontrava-se avariado.
Nos últimos meses, centenas de migrantes, maioritariamente oriundos do Senegal, da Gâmbia e do Mali, foram resgatados em águas mauritanas.
No entanto, centenas também morreram ou desapareceram no mar na sequência de naufrágios.
A embarcação resgatada na terça-feira zarpou da Gâmbia e transportava 99 cidadãos senegaleses, entre os quais seis mulheres e duas crianças.
Os restantes ocupantes eram 56 pessoas oriundas da Guiné Equatorial: três homens, 38 mulheres e 15 crianças.
A bordo seguiam ainda seis cidadãos gambianos, dois homens e quatro mulheres, segundo um comunicado publicado pela Guarda Costeira da Mauritânia.
A mesma nota referiu ainda que a embarcação tinha partido de Banjul, capital da Gâmbia, e navegou oito dias em alto-mar antes de ser localizada pelas unidades da Guarda Costeira.
Todos os ocupantes da embarcação "estão a salvo, mas estão visivelmente debilitados" pela viagem e pelas condições precárias da embarcação, acrescentou o documento oficial.
Os 161 migrantes receberam assistência tendo sido foram tomadas as medidas necessárias antes da transferência para o centro de acolhimento de Nouakchott.
Em busca de um futuro melhor na Europa, muitos cidadãos africanos tentam chegar clandestinamente ao continente, uma vez que os países europeus restringiram drasticamente a emissão de vistos e reforçaram o controlo das fronteiras.
Milhares de pessoas oriundas da África Ocidental, na maioria jovens, tentam alcançar clandestinamente a Europa, através da perigosa rota do Atlântico, principalmente em direção ao arquipélago espanhol das Canárias, a bordo de embarcações sobrelotadas e, muitas vezes, deterioradas.
Milhares de pessoas morreram ou desapareceram ao tentar chegar à Europa nos últimos anos.
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