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El Niño pode ser um dos mais fortes em 75 anos e preocupa cientistas

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O fenómeno climático El Niño está a intensificar-se rapidamente e poderá tornar-se um dos mais fortes registados desde 1950.

O alerta foi divulgado esta quinta-feira, 8 de outubro, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico atinja o seu ponto máximo em dezembro de 2026.

As previsões apontam para uma anomalia média de aproximadamente 3,7 graus Celsius na temperatura da superfície do mar, entre outubro e dezembro, numa região do Pacífico equatorial utilizada para acompanhar a evolução do fenómeno.

A confirmar-se, o valor ultrapassará o máximo anterior de 2,6 graus, registado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016, segundo a comparação apresentada pela organização.

A OMM considera praticamente certa a persistência do El Niño até fevereiro de 2027, numa altura em que os oceanos já apresentam temperaturas historicamente elevadas.

A principal preocupação dos cientistas não está apenas na intensidade do aquecimento do Pacífico, mas na capacidade que o fenómeno tem para alterar o clima de várias regiões do planeta.

O El Niño modifica a circulação atmosférica e a distribuição da precipitação, favorecendo condições de seca em determinadas zonas e chuvas intensas noutras.

Em episódios particularmente fortes, estas alterações podem afetar milhões de pessoas, sobretudo em países vulneráveis a fenómenos meteorológicos extremos.

As consequências podem incluir perdas agrícolas, dificuldades no abastecimento de água, incêndios florestais, inundações e perturbações nas cadeias de abastecimento alimentar.

A dimensão dos impactos depende, contudo, das condições meteorológicas de cada região.

Um El Niño muito intenso não significa necessariamente que todos os países afetados venham a enfrentar fenómenos extremos de igual gravidade.

Temperatura do oceano subiu rapidamente Os indicadores utilizados pelos meteorologistas mostram uma intensificação acentuada ao longo dos últimos meses.

Segundo a OMM, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4 passou de 1,6 graus acima do normal, em junho, para 2,5 graus em agosto.

Os modelos climáticos apontam agora para uma média sazonal próxima de 3,7 graus entre outubro e dezembro, com o pico esperado no último mês do ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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