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Investigação do MP ao elevador da Glória só deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2027

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Investigação do MP ao elevador da Glória só deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2027

Quase um ano depois do descarrilamento do ascensor da Glória que matou 16 pessoas, em Lisboa, a investigação criminal ainda está a decorrer e só deverá ficar concluída no primeiro trimestre de 202 7 .

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa prevê que as perícias e ensaios técnicos terminem em novembro, seguindo-se a análise dos factos e o apuramento de eventuais responsabilidades criminais.

Na véspera de se assinalar um ano sobre a tragédia, o DIAP veio a público atualizar o estado do inquérito e explicar os motivos que têm prolongado a investigação.

Carris vai lançar concurso para o Ascensor da Glória em 2027 Ler Mais Segundo o Ministério Público (MP), a evolução dos trabalhos periciais continuam em curso e “à medida que os resultados foram sendo apurados surgiram novas dúvidas e necessidade de esclarecimentos técnicos adicionais ”, o que obrigou à realização de novos ensaios.

A investigação prosseguiu durante o período de férias judiciais e aguarda agora a conclusão dos ensaios e peritagens, prevista para novembro.

“ Seguir-se-á a análise minuciosa dos factos, a avaliação criteriosa sobre a suficiência de indícios e o apuramento de eventuais responsabilidades criminais , pelo que se estima que o despacho final de inquérito, salvo algum imponderável, possa ocorrer até ao final do primeiro trimestre de 2027″, avança o DIAP de Lisboa, num comunicado enviado à redações, com o objetivo de “dar nota pública sobre o andamento da investigação bem como sobre o prazo previsto para a conclusão do inquérito que investiga a ocorrência”.

Segundo o MP, o inquérito criminal decorre de forma autónoma da investigação conduzida pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), embora existam vários pontos de convergência entre os dois processos.

Segundo o MP, “alguns dos ensaios são destrutivos e irrepetíveis”, razão pela qual a metodologia teve de ser previamente acordada entre os intervenientes e acompanhada pelo GPIAAF, referindo ainda a “ativa” colaboração da Carris em todo o processo.

Acidente no Elevador da Glória, em Lisboa Hugo Amaral/ECO “Foram determinadas as perícias consideradas necessárias e suficientes a responder aos quesitos técnicos que permitirão esclarecer os factos que estiveram na origem da ocorrência e bem assim como eventuais responsabilidades criminais”, explica o DIAP na mesma nota.

As perícias comuns a ambas as investigações foram, por isso, definidas de forma articulada, mantendo-se, contudo, autónomas e respeitando as finalidades de cada uma: a criminal, por um lado, e a técnica e de prevenção , por outro.

Elevador da Glória.

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