Chefs on Fire. Este fim-de-semana há arroz de unicórnio em Cascais
Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt A oitava edição do festival Chefs on Fire regressa este fim-de-semana a Cascais e são esperadas cinco mil pessoas por dia, sábado e domingo, e uma programação que procura tornar mais completo o tempo passado no Parque Marechal Carmona, sem perder de vista aquilo que está no centro das atenções: chefs a cozinhar com fogo.
“Vai ser a melhor edição de sempre”, antecipa Gonçalo Castel-Branco, fundador do festival.
E se é verdade que todos os anos diz a mesma coisa, também é verdade que o evento se supera a cada edição.
Os números ajudam a explicar a ambição: mais de 40 chefs , 18 dos quais vindos do estrangeiro, alguns com restaurantes em Portugal.
“Um retrato de gastronomia de fogo mundial muito completo”, assegura.
E também o Chefs on Fire com mais mulheres, mais estrelas Michelin e mais sóis Repsol.
O Chefs on Fire tem vindo a reforçar a presença espanhola e este ano cria um palco internacional dedicado à Estremadura, numa espécie de ponte gastronómica com a vizinha Espanha.
Ao mesmo tempo, há uma região portuguesa convidada.
No âmbito da iniciativa “ Prova Portugal”, a Madeira chega a Cascais depois de ter passado pela edição do festival em Madrid e traz consigo chefs e pratos particularmente interessantes: no dia 19, Octávio Freitas, do restaurante Desarma , apresenta “costela de novilho e texturas de cebola” e cruza produtos locais com a cozinha de autor; no dia 20, Filipe Janeiro, do restaurante Gazebo , traz “lula, inhame e tomate”, uma proposta inspirada em memórias ligadas à sua quinta de família.
A lógica não se fica pelos chefs .
Este ano, pela primeira vez, os convidados incluem também restaurantes e pequenos projetos gastronómicos, através dos chamados bites .
São 14 petiscos no total, trazidos por casas tão conhecidas como a Street Smash Burgers , que criou um hambúrguer especial para o festival, ou o Lupita .
“A ideia é alargar a curadoria para lá da cozinha de autor tradicional e encontrar projetos que, mesmo sem estarem associados a um chef conhecido, tenham uma identidade gastronómica suficientemente forte para fazer sentido no contexto do Chefs on Fire.” A seleção resulta, em boa parte, de uma espécie de maratona gastronómica pessoal: Gonçalo Castel-Branco conta que chega a fazer cerca de 320 refeições fora por ano para descobrir pessoas e projetos.
Na fase final de preparação, há dias em que chega a visitar três restaurantes numa mesma refeição: come num, levanta-se e segue para o próximo.
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