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As notícias das 19h

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Sete em ponto na Rádio Observador. Vamos às notícias com edição do Miguel Vítor Dias e em destaque neste jornal, Miguel, o presidente da Assembleia da República vai convocar os líderes parlamentares já amanhã. O objetivo é definir a data para a discussão da moção de censura apresentada esta tarde pelo Chega, em declarações aos jornalistas nos Açores, onde está de visita até sexta-feira. Aguiar Branco diz que vai convocar uma conferência de líderes para resolver as dúvidas sobre a data deste debate.

Aquilo que terá que ser agora decidido é em relação à data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão, porque estamos num período de interrupção dos trabalhos parlamentares. Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para precisamente em conferência de líderes nós podermos definir a data a partir da qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada.

Aguiar Branco, que explica que existem várias teses em cima da mesa e por isso é preciso chegar a consenso.

Estamos num período em que há interrupção dos trabalhos parlamentares. A interrupção e retoma dos trabalhos parlamentares em situação ordinária só acontece no dia 15 de setembro, e eu quero avaliar com os líderes parlamentares precisamente a definição da data a partir da qual se deve contar os três dias para efeitos de levar a discussão na Assembleia da República. É isso que iremos, com certeza, resolver amanhã.

O presidente da Assembleia da República nos Açores, numa primeira reação à moção de censura apresentada pelo Chega.

André Ventura diz que manter Luís Neves no governo fragiliza a autoridade de Luís Montenegro e acredita que António José Seguro quer a saída do ministro.

E o presidente do Chega confirmou esta tarde a entrada da moção de censura na Assembleia da República, na conferência de imprensa que protagonizou esta tarde, em que considera que a manutenção de Luís Neves no governo mina de forma definitiva a autoridade do chefe do Executivo.

Se Luís Neves continuar como Ministro da Administração Interna, o padrão ético em Portugal desapareceu totalmente. Se Luís Neves continuar como Ministro da Administração Interna, deixamos de ter um governo liderado por Luís Montenegro e temos um governo liderado por Luís Neves. Se continuarmos a ter Luís Neves como ministro, sabemos que a autoridade do Primeiro-Ministro, não para prejuízo do PSD, mas para prejuízo de todos, está irremediavelmente colocada em causa.

O presidente do Chega diz que até deu o benefício da dúvida a Luís Neves, mas os esclarecimentos nunca chegaram a aparecer.

O senhor ministro entendeu que não devia responder a nada e que não tinha que responder a nada, porque, lá está, vinha com a estrela de rockstar de ministro do governo. Porque todos, inclusive eu próprio e o Chega, entendemos que um benefício da dúvida a alguém que tinha uma carreira feita por si próprio e clara, merecia pelo menos o benefício da dúvida enquanto ministro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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