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O terramoto dos 40 biliões: Dívida recorde de Washington provoca ondas de choque que chegam a Lisboa

Diário de Notícias ·
O terramoto dos 40 biliões: Dívida recorde de Washington provoca ondas de choque que chegam a Lisboa

A dívida pública bruta dos Estados Unidos da América ultrapassou oficialmente a fasquia dos 40 biliões de dólares ($40,047,000,000,000), um valor inédito que está a representar um teste de stresse em tempo real para a arquitetura financeira mundial.

De acordo com os relatórios diários de tesouraria do Departamento do Tesouro norte-americano, divulgados pelas agências Reuters e Associated Press, o passivo federal aumentou um bilião de dólares em escassos cinco meses, quadruplicando o seu volume em menos de duas décadas.

A tentativa de acalmar os mercados por parte do novo secretário do Tesouro, Scott Bessent, que afirmou numa entrevista à rede de televisão CNBC que não existia “qualquer significado mágico” no número 40, contrastou violentamente com a inquietação demonstrada nos bastidores de Washington e nas salas de mercados de Wall Street.

Isto porque os juros das obrigações do Tesouro a 30 anos ultrapassaram a fasquia crítica dos 5%, atingindo máximos não observados desde o eclodir da crise financeira global de 2007 e 2008.

O custo de financiamento da maior economia do mundo começou assim já a projetar ondas de choque internacionais, uma turbulência no mercado obrigacionista de Nova Iorque que se alastrou rapidamente ao continente europeu, fazendo-se sentir na Alemanha, no centro de decisão do Banco Central Europeu, em Frankfurt, e também em Portugal, que vê os juros da sua dívida soberana sob pressão.

Engenharia financeira de emergência entre Washington e Tóquio A crescente apreensão no seio do Departamento do Tesouro traduziu-se em intervenções técnicas sem precedentes recentes no mercado secundário.

Como noticiaram a Associated Press e o jornal Washington Examiner, Scott Bessent viu-se forçado a anunciar a duplicação do programa de recompra de dívida ( buybacks ) nos prazos mais longos, entre os 10 e os 30 anos, elevando o valor das operações para pelo menos quatro mil milhões de dólares por leilão.

O objetivo explícito consistia em injetar liquidez artificial e travar a queda vertiginosa no preço dos títulos públicos, mas analistas de taxas de juro da corretora TD Securities, como Gennadiy Goldberg, sublinharam que as recompras do governo são incapazes de mascarar a ausência de uma trajetória fiscal sustentável.

Simultaneamente, a frente cambial revelou fragilidades profundas no estatuto do dólar como moeda de reserva internacional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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