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Economia

Presidente da CMVM defende maior complementaridade entre banca e mercado de capitais para financiar empresas

Jornal Económico ·
Presidente da CMVM defende maior complementaridade entre banca e mercado de capitais para financiar empresas

A ideia não é nova e tem sido defendida por Maria Luís Albuquerque, atual Comissária europeia de Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e Mercado de Capitais da União Europeia, mas voltou a ser defendida pelo Presidente da CMVM, Luís Laginha de Sousa num artigo de opinião publicado na revista InforBanca, e intitulado “A importância da interligação entre o sector bancário e o mercado de capitais nacional”.

Luís Laginha de Sousa considera que Portugal tem de diversificar as fontes de financiamento da economia, reduzindo a dependência histórica do crédito bancário.

O presidente da CMVM defende que um mercado de capitais mais desenvolvido pode reforçar a capacidade de investimento das empresas e a resiliência do sistema financeiro.

Portugal precisa de reforçar a articulação entre o setor bancário e o mercado de capitais para diversificar as fontes de financiamento das empresas e responder às crescentes necessidades de investimento em inovação, digitalização e transição energética, defende Luís Laginha de Sousa, presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No artigo de opinião publicado na edição de setembro da revista InforBanca, do Instituto de Formação Bancária (IFB), o responsável sublinha que a economia portuguesa continua historicamente dependente do crédito bancário, enquanto o mercado de capitais mantém uma dimensão reduzida face à de outras economias europeias.

O objetivo, sustenta, não deve ser substituir o financiamento bancário pelo financiamento de mercado, mas encontrar um maior equilíbrio entre os dois canais.

“O desafio não consiste em substituir o financiamento bancário pelo financiamento de mercado, mas antes em promover um maior equilíbrio entre ambos”, escreve.

Para Laginha de Sousa, uma economia excessivamente dependente de uma única fonte de financiamento fica mais vulnerável às alterações dos ciclos económicos e das condições de crédito.

Em contrapartida, a coexistência de bancos sólidos com mercados de capitais desenvolvidos permite diversificar riscos e ampliar as opções de financiamento disponíveis para as empresas.

“Uma economia que assente exclusivamente no financiamento bancário tenderá a apresentar menor diversidade de mecanismos de absorção de risco do que uma economia onde coexistam de forma equilibrada diferentes canais de financiamento”, alerta.

O presidente da CMVM considera que esta complementaridade é particularmente importante perante os investimentos exigidos pela inovação tecnológica, pela digitalização e pela transição energética.

Estes projetos podem implicar montantes elevados, prazos de maturação longos e perfis de risco que nem sempre se ajustam às condições tradicionais de concessão de crédito bancário.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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