Sara Barros Leitão: “Espero sempre que o público faça perguntas melhores do que as minhas”
Sara Barros Leitão é um nome a reter.
Por não calar assuntos que importam.
Que parecem cimentados, mas estão ameaçados pelos ventos conservadores que sopram.
É para refletir sobre o que mudou e o que ainda está por resolver que transformou a sua investigação em matéria de palco e que vai apresentar, pela primeira vez, no Theatro Circo, em Braga, de 18 a 20 de setembro, a peça “ Nós, Sozinhas ”.
Um monólogo que parte da história do aborto em Portugal e revisita histórias que muitas mulheres viveram antes da sua despenalização.
Dois referendos, uma importante conquista.
Vinte anos depois, recuar não é opção.
A conversa com Sara Barros Leitão não foi feita de viva voz.
Contornámos essa impossibilidade por escrito.
Um direito só existe quando pode ser exercido.
Que mensagens queres passar ao público? A minha motivação para fazer espetáculos nunca é a vontade de passar mensagens, mas comentando a afirmação que fazes e que enquadra a pergunta, acho importante percebermos que os direitos têm uma história e resultam de conquistas, de disputa social e política.
Os direitos não existem só quando podem ser exercidos, porque o primeiro lugar em que eles existem é na imaginação e no desejo de quem lutou por eles, mesmo que, tantas vezes, não tenham conseguido desfrutar deles no seu tempo de vida.
Não podemos ignorar o poder da nossa imaginação, porque esse é o maior motor de um revolucionário.
Fala-se na geração dos rapazes zangados; o conservadorismo e a misoginia crescem entre os jovens do sexo masculino.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.