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Economia portuguesa acumula excedente externo de 2.397 milhões até julho

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Economia portuguesa acumula excedente externo de 2.397 milhões até julho

A economia portuguesa registou um excedente externo de 2.397 milhões de euros até julho, menos 39,5% que no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados, esta sexta-feira, 18 de setembro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Em cadeia, é praticamente o dobro (+99,6%) face aos 1.201 milhões de euros até junho, mas o valor continua abaixo do verificado nos mesmos meses de 2024 (6.534 milhões de euros) e 2025 (3.960 milhões de euros).

O BdP atribuiu esta variação ao aumento de quase 2.700 milhões de euros no défice da balança de bens, à redução de 268 milhões de euros do excedente da balança de rendimento secundário e o aumento de cerca de 1.300 milhões de euros do excedente da balança de capital.

No caso da balança de bens, o BdP assinalou que o aumento das importações (em mais 5.400 milhões de euros) foi superior ao das importações (+2.700 milhões de euros).

Já a redução do excedente da balança de rendimento secundário foi principalmente devido “ao aumento da contribuição financeira de Portugal para o orçamento da União Europeia (UE)”.

O aumento do excedente da balança de capital é explicado pela subida dos recebimentos de indemnizações de resseguros provenientes do exterior – principalmente compensações por danos causados pelas tempestades no início do ano –, bem como pelo crescimento das atribuições, aos beneficiários finais, de fundos europeus classificados como ajudas ao investimento e que inclui o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O banco central assinala que a capacidade de financiamento da economia portuguesa até julho resultou num saldo da balança financeira de 1.072 milhões de euros, contra 630 milhões de euros no mês anterior e 4.275 milhões de euros um ano antes.

“Os setores que mais contribuíram para este saldo positivo foram as seguradoras e fundos de pensões, por via do investimento em títulos de dívida emitidos por não residentes, e os particulares, pelo aumento do investimento em unidades de participação emitidas por fundos de investimento não residentes”, refere o BdP, numa nota.

Já o banco central e as empresas não financeiras tiveram as maiores reduções de ativos líquidos, “devido ao crescimento dos passivos de capital e depósitos, respetivamente”.

Apenas no mês de julho, a economia portuguesa teve um excedente externo de cerca de 1.200 milhões de euros, contra 1.700 milhões de euros no mesmo mês de 2025.

De acordo com o BdP, a redução reflete o aumento do défice da balança de bens em 196 milhões de euros, a redução em 141 milhões de euros do excedente da balança de serviços, a diminuição de 79 milhões de euros do excedente da balança de rendimento secundário e o aumento de 77 milhões de euros do défice da balança de rendimento primário.

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