Revolut recebe luz verde condicional dos EUA para criar banco nacional
A Revolut anunciou esta quinta-feira, 3 de setembro, que recebeu a aprovação condicional do Gabinete do Controlador da Moeda (OCC) para a sua licença bancária nacional nos Estados Unidos.
A empresa está agora a trabalhar nas restantes candidaturas e aprovações com a Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC), com a Reserva Federal (Fed) e na aprovação final do OCC, à medida que avança rumo ao lançamento previsto para 2027.
A empresa financeira que serve mais de 80 milhões de clientes em todo o mundo deu assim um passo decisivo na sua ambição de se tornar o primeiro banco verdadeiramente global.
O anúncio foi feito esta quinta-feira, dia 3 de setembro, e representa um marco significativo na expansão da Revolut no mercado norte-americano.
A empresa está agora a trabalhar nas restantes candidaturas, incluindo as aprovações da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC) e da Reserva Federal (Fed), assim como na autorização final do OCC, com o lançamento do banco previsto para 2027.
O fundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky, considera que esta aprovação condicional é um primeiro passo importante.
“A aprovação condicional do OCC é um primeiro passo importante, que valida a nossa visão e nos dá a base para avançar mais rapidamente, inovar de forma mais audaz e levar a experiência completa da Revolut a milhões de americanos”, afirmou.
Já Cetin Duransoy, CEO da Revolut nos EUA, destacou o relacionamento com o regulador: “Estamos gratos pelo diálogo aberto e transparente com o OCC ao longo deste processo.
Fizeram todas as perguntas certas e foram simultaneamente diligentes e céleres na análise da nossa candidatura, permitindo-nos manter o rumo para o lançamento do banco nacional em 2027”.
O que muda para os clientes americanos Assim que todas as autorizações forem obtidas, a Revolut poderá oferecer diretamente aos clientes nos EUA uma gama alargada de produtos bancários: empréstimos, cartões de crédito, depósitos protegidos pela FDIC, bem como acesso a stablecoins e criptomoedas.
O lançamento norte-americano insere-se numa expansão acelerada no continente americano.
Recentemente, a empresa lançou o seu banco no México e tem obtido progressos regulatórios no Brasil, Colômbia, Peru e Argentina, naquilo que prepara o terreno para uma rede financeira interligada em todo o hemisfério.
Para além das Américas, a Revolut tem vindo a reforçar a sua presença mundial este ano, com licenças de pagamento obtidas nos Emirados Árabes Unidos e pedidos de licenças bancárias em curso na Austrália, África do Sul e França.
A empresa mantém como objetivo atingir os 100 milhões de clientes até meados de 2027.
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