Timoneiro de barco que naufragou em Tróia condenado por quatro crimes de homicídio negligente
O timoneiro da embarcação de pesca recreativa que naufragou em abril de 2024 perto de Tróia foi condenado esta sexta-feira, 9 de outubro, a quatro anos e seis meses de prisão, suspensa por cinco anos, pela morte de quatro dos ocupantes da embarcação, um dos quais uma criança, avançaram a CNN Portugal e o Correio da Manhã.
O Tribunal de Setúbal considerou que o homem agiu de forma "temerária", “imprudente e leviana” e com "excesso de confiança" ao ir para o mar num dia em qu este estava particularmente agitado.
Manuel Coelho, timoneiro e proprietário da embarcação Lingrinhas, com 62 anos à data do naufrágio, estava acusado de quatro crimes de homicídio por negligência.
O Ministério Público pedia uma "pena não inferior a cinco anos de prisão".
O homem foi o único sobrevivente do sinistro, que aconteceu a 7 de abril do ano passado, quando o grupo saiu para o mar para ir apanhar chocos.
O barco terá naufragado, afundando-se de seguida, por volta das 07:00, mas a Polícia Marítima só recebeu o alerta três horas depois, às 10:05.
O timoneiro foi resgatado com vida por outro barco que passou na zona e, no próprio dia do naufrágio, foram retirados do mar os corpos do rapaz, de 11 anos, e de um outro homem, de 23.
Os corpos dois outros dois homens - o pai do rapaz, de 45 anos, e outro com 21 anos, irmão do jovem de 23 que já havia sido encontrado - só foram recuperados dias depois, um na praia Bico das Lulas, em Tróia, e outro na zona da Comporta.
MP acusa timoneiro de barco naufragado em Tróia de quatro crimes de homicídio negligente
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