Incêndios na Indonésia causam problemas respiratórios a 170 mil pessoas
"Foram registados 174.694 casos de infeções respiratórias agudas entre agosto e 21 de setembro em áreas afetadas por incêndios florestais e em turfeiras", afirmou a diretora de Saúde Ambiental no Ministério da Saúde da Indonésia, Then Suyanti, numa conferência de imprensa para balanço dos fogos nas províncias mais atingidas: Kalimantan, Sumatra e Papua.
A Indonésia enfrenta, há várias semanas, incêndios florestais difíceis de controlar, apesar do significativo contingente de recursos mobilizados.
A queima de florestas e turfas nas ilhas de Sumatra e Bornéu (Kalimantan) cobriu várias regiões com uma nuvem espessa de poluição (neblina transfronteiriça), afetando também países vizinhos como a Malásia e Singapura.
Mais de 12,5 milhões de pessoas foram diretamente expostas a esta atmosfera poluída, sendo que as crianças representam cerca de 20% dos pacientes afetados.
Paralelamente, a erupção do vulcão Anak Krakatau libertou grandes nuvens de cinzas, o que obrigou ao encerramento temporário de vários aeroportos do país e afetou diretamente o tráfego aéreo de entre 170 mil e 270 mil passageiros.
Perante a fraca qualidade do ar, o Governo decidiu, no final do mês passado, encerrar escolas de várias zonas, obrigando mais de meio milhão de alunos a estudar em casa.
Para tentar mitigar os efeitos da poluição e tratar os doentes, as autoridades locais mobilizaram quase 1.900 profissionais de saúde, distribuíram cerca de um milhão de máscaras de proteção e enviaram centenas de concentradores de oxigénio para as comunidades mais isoladas pelo fumo.
O Governo indonésio garantiu que "tudo está a ser feito" para extinguir os incêndios florestais e em zonas rurais através de lançamentos de água, medidas de proteção da população e redução do impacto do fumo.
"A vastidão do território e os desafios impostos pelas turfeiras representam graves problemas no combate aos incêndios florestais e em áreas de vegetação rasteira em várias regiões da Indonésia", afirmou o secretário do Conselho de Ministros, Teddy Indra Wijaya, em comunicado de imprensa.
Várias cidades registam níveis de poluição atmosférica prejudiciais à saúde, incluindo a capital, Kuala Lumpur, onde os residentes se queixaram de problemas respiratórios, dores de cabeça e irritação nos olhos.
A Indonésia costuma sofrer com incêndios deste tipo durante a estação seca, geralmente entre julho e outubro, mas este ano são mais intensos devido sobretudo a um forte fenómeno climático chamado "Super El Niño", que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no centro e leste do oceano Pacífico.
Segundo as Nações Unidas, o El Niño deste ano deverá ser o mais forte registado em quatro décadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.