Chefe do MI5 afirma que Irão tenta atacar bases militares no Reino Unido
O chefe do MI5 afirmou hoje que o Irão está a tentar atacar instalações militares no Reino Unido e que o suposto plano para atacar uma base aérea militar gerida pelos EUA em setembro "não é um caso isolado".
Ken McCallum, que lidera o serviço de segurança interna do Reino Unido, afirmou que Teerão pretende intensificar os seus ataques no Reino Unido para além dos alvos tradicionais que são os iranianos opositores.
Entre eles, contam-se ataques de fogo posto e sabotagem contra locais judaicos que, segundo as autoridades britânicas, foram levados a cabo por aliados dos iranianos.
McCallum afirmou que outra "grande mudança este ano tem sido a ambição iraniana de atacar alvos mais difíceis, como instalações militares".
O incidente na RAF Fairford "não é um caso isolado", disse, acrescentando que "houve outros exemplos, não só no Reino Unido, mas em todo o mundo".
A polícia interveio em 27 de setembro perto da base aérea de Fairford (sudoeste de Inglaterra), utilizada pelos Estados Unidos para levar a cabo ataques contra o Irão, após terem sido alertada para a existência de "três veículos suspeitos".
Sete pessoas, seis britânicos e um com dupla nacionalidade britânica e iraniana, foram detidas no âmbito da investigação por suspeita de prepararem atos terroristas, mas libertadas sob caução.
Nos veículos foi encontrada gasolina, mas não engenhos explosivos.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou na segunda-feira que o incidente foi "quase de certeza orquestrado" pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC).
"Posso confirmar que, de acordo com a nossa avaliação, é altamente provável que tenha sido coordenado a partir do Irão e, quase de certeza, dirigido pelos Guardas da Revolução Islâmica do Irão", afirmou o líder trabalhista no parlamento.
Homem executado no Irão por homicídio de polícia de trânsito As autoridades do Irão executaram hoje um homem condenado à morte pelo homicídio de um agente da Polícia de Trânsito em Minab, após o Supremo Tribunal iraniano confirmar a sentença.
O caso gerou críticas internacionais, com a ONU a alertar sobre o uso da pena de morte contra ativistas políticos.
Lusa | 11:42 - 13/10/2026
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