Flávio Bolsonaro critica Lula a 17 dias das eleições
O candidato a Presidente do Brasil pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, classificou esta quinta-feira como “ato de desespero” o facto de o Governo Lula da Silva ter reajustado o Bolsa Família a 17 dias das eleições gerais.
“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições”, declarou.
“Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai ganhar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode. Mas é um desespero, porque ele sabe que já perdeu porque o próximo presidente da República é Flávio Bolsonaro”, completou.
Desde que o Bolsa Família foi relançado em 2023, o principal programa de transferência de renda do Governo aos mais pobres não sofreu reajustes.
Segundo o Governo brasileiro, a medida tem o objetivo de recompor as perdas inflacionárias conforme previsto em lei e, por causa disso, não viola a legislação eleitoral do país.
Contudo, fontes do círculo de Flávio Bolsonaro, citadas pela imprensa brasileira, adiantaram que a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não irá acionar a Justiça Eleitoral para evitar desgaste com o eleitor.
Lula da Silva, por sua vez, disse que o programa “é para garantir comida na mesa, dignidade e oportunidade para as famílias seguirem em frente”.
“É nosso dever preservar o poder de compra de quem mais precisa. E estamos fazendo isso com responsabilidade: a atualização cabe no Orçamento, sem aumentar o limite total de despesas do Governo”, escreveu numa rede social.
O reajuste, que entra em vigor já em outubro, deve beneficiar mais de 19 milhões de famílias, segundo a equipa económica de Lula.
O impacto da atualização nos cofres públicos será de 5,8 mil milhões de reais (cerca de 975,49 milhões de euros) neste ano, e de 22,7 mil milhões de reais (3,81 mil milhões de euros) em 2027.
Segundo os principais institutos de sondagens de intenção de voto do país, Lula e Flávio Bolsonaro seguem tecnicamente empatados na segunda volta, mas desta vez com um cenário diferente: o filho do ex-presidente aparece numericamente à frente do petista.
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