Economia portuguesa recupera no segundo trimestre: INE confirma crescimento de 0,8% em cadeia
A economia portuguesa recuperou no segundo trimestre deste ano.
Entre abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,8%, em cadeia , segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Trata-se de uma confirmação de crescimento por parte do organismo de estatística português.
A estimativa rápida, publicada em julho, indicava ainda uma aceleração do crescimento na comparação homóloga , com o PIB a avançar 2,5% no segundo trimestre, em comparação com os mesmos três meses de 2025, que também se veio a confirmar.
Após ter praticamente estagnado no início de 2026 , a economia nacional subiu quer face ao arranque do ano quer em termos homólogos.
Portugal é dos países com maior impacto do PRR no PIB Ler Mais “O contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB reduziu-se no segundo trimestre (de -2,3 pontos percentuais para -1,3 pontos percentuais), registando-se um crescimento mais intenso das exportações de bens e serviços [4%] que mais que compensou a aceleração das importações de bens e serviços”, lê-se no relatório sobre as mais recentes Contas Nacionais Trimestrais.
Por outro lado, o contributo positivo da procura interna para o crescimento homólogo do PIB diminuiu, passando de 4,6 pontos percentuais nos primeiros três meses de 2026 para 3,8 pontos percentuais neste trimestre em análise, sobretudo devido à desaceleração do investimento .
Perante o prazo de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terminar a 31 de agosto, era de esperar uma aceleração do investimento, que não se verificou.
Quanto ao crescimento em cadeia, foi o contributo da procura externa líquida que foi “decisivo para esta evolução” , porque passou de -2 pontos percentuais para +0,7 pontos percentuais, em consequência da aceleração das exportações e da desaceleração das importações.
Já o contributo da procura interna baixou para +0,1 pontos percentuais (dos anteriores 2,1) por causa da queda do investimento.
De facto, quando se analisa as componentes da procura interna, o investimento teve um crescimento menos pronunciado, passando de uma variação de 10,4%, no primeiro trimestre, para 5,7% entre abril e junho , enquanto o consumo público (despesas de consumo final das administrações Públicas) somou 1,5%.
Em sentido oposto, o consumo privado (inclui as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias) acelerou para 3,6%.
O INE informa ainda que as despesas de consumo final das famílias que residem em Portugal, em volume, cresceram 3,7% em termos homólogos.
“As despesas em bens não duradouros e serviços apresentaram um crescimento homólogo de 3,1% no segundo trimestre , mantendo-se inalterado face ao observado no trimestre precedente.
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