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Da auditoria inicial à inteligência artificial. O ‘caderno de encargos’ para a nova administração da RTP

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Da auditoria inicial à inteligência artificial. O ‘caderno de encargos’ para a nova administração da RTP

O que deverá ter em conta o próximo Conselho de Administração da Rádio e Televisão de Portugal ( RTP )? Com as candidaturas a decorrer até 15 de setembro , o Conselho Geral Independente (CGI) publicou o ‘caderno de encargos’ que ajudará a ditar a escolha da nova gestão.

Sob o lema “Um novo ciclo para o Serviço Público de Média da RTP” , o documento define as orientações para o triénio 2027-2029 .

O ponto de partida do órgão fiscalizador é claro.

“ A RTP deixou de estar apenas em transição para o digital e passa a ter de funcionar de forma integrada no digital, sem que isso signifique uma fusão das redações.” CGI abre candidaturas para administração da RTP É neste contexto de transição que o CGI coloca como fator de “ponderação relevante” nas candidaturas a realização de uma auditoria estratégica e organizacional [estudo independente ou uma revisão pelos pares] logo no arranque do mandato .

Este diagnóstico servirá de base de avaliação para identificar os pontos fortes, constrangimentos e fragilidades.

Segundo o documento, permitirá fundamentar “medidas que reforcem a capacidade da RTP para concretizar, de forma eficiente, eficaz e sustentável, as missões de serviço público que lhe incumbem, designadamente no plano organizacional, tecnológico, operativo, de gestão e de afetação de recursos”.

A sugestão integra-se num roadmap definido a três anos , dividido em “Arranque, diagnóstico e reorganização” (2027), “Execução e consolidação” (2028) e “Avaliação e preparação do ciclo seguinte” (2029).

Na procura de eficiência , o CGI considera que se deve otimizar recursos, reduzir redundâncias e melhorar processos.

No entanto, não se deve “confundir eficiência — a rentabilização máxima dos meios disponíveis — com mediocridade e empobrecimento , ou seja, perda de capacidade editorial, cultural, técnica ou territorial”.

RTP prevê prejuízo de mais de 11 milhões de euros em 2026 Parecendo querer evitar polémicas recentes em processos de mudança e imagem, o CGI deixa um aviso na secção dedicada aos trabalhadores.

“ Nenhuma transformação estratégica será sustentável sem os trabalhadores da RTP “.

O órgão considera que se “deve prever” processos participativos antes de serem aplicadas mudanças “com impacto relevante” na organização do trabalho e de alterações na estratégia e vivência da empresa.

Ainda neste campo, o CGI argumenta que “uma organização em transformação só consolida as mudanças que consegue explicar, partilhar e fazer compreender internamente.” Por isso, a comunicação interna deve ser assumida como “condição de eficácia estratégica, e não como procedimento acessório ou mera formalidade administrativa”.

No campo da informação , o documento defende que “ a diversidade da rádio, televisão e serviços em linha precisa de ser respeitada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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