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Ciência

Esqueleto com 167 fraturas é a primeira vítima confirmada de um temível trebuchet

ZAP ·
Esqueleto com 167 fraturas é a primeira vítima confirmada de um temível trebuchet

Dezenas de fraturas num esqueleto medieval encontrado enterrado junto a um castelo sugerem que a pessoa pode ter sido morta por um golpe direto de trebuchet.

Um esqueleto do século XIV cheio de fraturas pode ser a mais antiga prova conhecida de uma morte por trebuchet, ou “máquina de cerco”, concluiu uma nova investigação.

O indivíduo, um homem medieval cujos restos mortais foram encontrados dentro do Castelo de Stirling, na Escócia, pode até ter sido vítima de um famoso trebuchet chamado “ Warwolf “, construído por ordem do rei Eduardo I de Inglaterra.

Os restos do jovem, a que os investigadores chamam Esqueleto 150, foram descobertos na capela do Castelo de Stirling, junto a outros sete enterramentos medievais, em 1997.

Na época medieval, a grande maioria das pessoas era enterrada no cemitério da igreja da sua paróquia, por isso encontrar oito esqueletos debaixo da capela real foi uma surpresa, disse Jo Buckberry , antropóloga biológica da Universidade de Bradford, no Reino Unido, numa apresentação a 5 de agosto no 25.º encontro da Associação Europeia de Paleopatologia.

O Castelo de Stirling teve um papel importante nas Guerras de Independência da Escócia, entre 1296 e 1357. Rodeado por falésias íngremes, o castelo tinha uma forte posição defensiva, que permitia aos escoceses defenderem-se enquanto o Reino de Inglaterra tentava controlar o Reino da Escócia.

Todos os oito esqueletos medievais enterrados no castelo tinham sinais de traumatismos infligidos por volta da altura da morte, incluindo feridas de objetos contundentes, projéteis e uma lâmina afiada, provavelmente de uma espada ou faca.

Mas só o Esqueleto 150 tinha um número enorme de fraturas, diz o Live Science .

“Não é o que estou habituada a ver”, disse Buckberry na apresentação. “Seria uma forma estranha de tortura medieval? Terá caído do Castelo de Stirling e ido aos ressaltos pelo caminho abaixo?”

Buckberry e os colegas estudaram ao pormenor todas as 167 fraturas nos ossos do Esqueleto 150.

Descobriram que tinha sofrido 61 fraturas distintas no crânio e 57 nas costelas, além de fraturas nas vértebras, nos braços e no ombro direito.

Mas a maior parte dos danos estava na metade superior do corpo do homem, e as fraturas tinham um padrão em ziguezague pouco habitual, que não costuma ver-se em esqueletos arqueológicos.

“Comecei a olhar para a literatura forense e para as coleções forenses”, disse Buckberry. “E lá estava, o santo graal, uma fratura em ziguezague numa costela”, vista em alguém que morreu num acidente de viação. “Muito bem, mas eu estou na Escócia medieval”, disse, “e um acidente de viação não é hipótese provável”.

Uma análise de carbono-14 aos enterramentos misteriosos do castelo mostrou que o Esqueleto 150 datava de cerca de 1300, a meio da Primeira Guerra de Independência e por volta da altura em que Eduardo I de Inglaterra andava a testar o uso de máquinas de cerco na guerra, acrescenta Buckberry.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em zap.aeiou.pt — o conteúdo pertence a ZAP.

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