Filho de Jimmy Lai pede libertação do pai antes da visita de Xi aos EUA
Sebastien Lai apelou à libertação do pai por razões humanitárias numa audição da comissão executiva do Congresso sobre a China, noticiou a agência Associated Press (AP).
Um tribunal de Hong Kong condenou Lai a 20 anos de prisão em fevereiro, após a sua condenação ao abrigo de uma lei de segurança nacional imposta por Pequim.
A filha de Lai, Claire, não compareceu na audiência depois de ter sido diagnosticada com cancro. O seu irmão disse que ela iniciou a quimioterapia em Londres na semana passada.
"Deixem o Jimmy Lai voltar para casa e ficar ao lado da filha no momento mais difícil dela", realçou, descrevendo o pai como "um homem de 78 anos que já sofreu o suficiente".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, já tinha abordado o caso de Lai com Xi anteriormente, incluindo durante uma visita de Estado à China, em maio.
"Ele disse-me que este seria um caso difícil", contou Trump aos jornalistas durante o voo de regresso da China.
Lai, um crítico proeminente de Pequim, fundou um jornal pró-democracia que foi encerrado durante uma repressão após os enormes protestos antigovernamentais na cidade em 2019.
"Aos 78 anos, é o prisioneiro político mais velho de Hong Kong, com uma pena de 20 anos a pairar sobre ele. Se não for libertado em breve, muito provavelmente morrerá na prisão", destacou o seu filho.
A sua última visita aos Estados Unidos foi em 2023, quando participou na cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) em São Francisco.
A União Europeia (UE) condenou hoje a sentença de 20 anos de prisão imposta a Jimmy Lai, empresário ligado aos meios de comunicação, por um tribunal de Hong Kong e exigiu a sua libertação imediata.
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