Netanyahu inaugura estrada com o seu apelido no colonato de Ariel
"O hospital universitário servirá como um polo social e económico, oferecendo serviços médicos avançados, acessíveis e convenientes perto de casa para todos os residentes da região. Esta é uma clara declaração de intenções: Ariel está a caminho de se tornar a próxima metrópole de Israel", destacou, segundo nota da autarquia do colonato junto à cidade palestiniana de Salfit.
Benjamin Netanyahu herdou a forte bagagem ideológica do pai, Benzion, ex-assistente de Zeev Jabotinsky, líder da tendência sionista chamada "revisionista", favorável ao "Grande Israel", termo que traduz a aspiração de completar a unidade territorial anexando terras dominadas por estrangeiros para restaurar os limites históricos e bíblicos da Terra de Israel.
Segundo o Stop the Wall, movimento criado em 2002 para exigir o desmantelamento do muro de separação construído por Israel na Cisjordânia, esta expansão equivale a um novo colonato, devido à sua distância do resto de Ariel, aproximadamente dois quilómetros a oeste.
As 11.000 casas recentemente anunciadas estão localizadas na área de Al Ras e arredores.
O movimento denunciou que as obras de alargamento da estrada destruíram olivais e desalojaram dezenas de agricultores palestinianos.
O objetivo das autoridades é atingir os 100.000 habitantes nesta zona da Cisjordânia ocupada.
Estas medidas surgem após a abertura do colonato de Ganim, no norte da Cisjordânia, mais de 20 anos após o seu encerramento como parte do plano de retirada de 2005, aprovado pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon.
As Nações Unidas e a União Europeia consideram os colonatos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ilegais ao abrigo do direito internacional.
A ONU mantém uma "lista negra" com mais de 150 empresas direta ou indiretamente ligadas à atividade económica e à manutenção destes colonatos.
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