Jorge Pinto avisa que Livre não alinhará no "jogo viciado da extrema-direita"
"N ão alinhamos num jogo que está viciado à partida, connosco não contam para jogar no tabuleiro que a extrema-direita nos estende. Que o Governo faça isso, que o PSD faça isso, que a comunicação [social] faça isso, em particular os diretores de informação das televisões, é um problema deles. Nós vamos jogar o nosso jogo com as nossas regras e com as nossas condições", avisou o porta-voz do partido.
Jorge Pinto discursava na rentrée política do Livre, intitulada "Os Setembristas", que decorre até domingo na Alfândega do Porto.
O porta-voz do Livre – que partilha o cargo com Isabel Mendes Lopes – lembrou que o seu partido foi o único da esquerda parlamentar que votou contra a moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega esta semana (PS, PCP e BE abstiveram-se), utilizando este momento para distinguir o seu partido dos restantes do mesmo quadrante político.
"O Livre, não é surpresa, foi o único partido de esquerda que votou contra esta moção. Isto deve-se a várias razões. A primeira é porque nós não aceitamos aqueles que querem enfraquecer o nosso Estado de Direito. (…) Nós não alinhamos com aqueles que usando a democracia a querem destruir", sustentou.
Numa intervenção de cerca de vinte minutos, que encerrou os trabalhos do dia na Alfândega do Porto, Jorge Pinto insistiu numa ideia que defendeu quando tomou posse como porta-voz, em julho: o partido "vai governar".
"Convençam-se de que as coisas vão mudar e vão mudar graças a nós. Convençam-se que o Livre está aqui para governar. Nós vamos governar: à escala local, à escala nacional. Não porque queremos, não porque temos sede de poder. Mas porque sabemos que esta é a melhor maneira de concretizarmos as propostas que nós temos.
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