Flávio Bolsonaro conquista apoio de cinco partidos e Lula recalcula rota de campanha
O partido de centro Podemos formalizou hoje o seu apoio a Flávio Bolsonaro, que vai disputar a segunda volta das presidenciais no Brasil com Lula da Silva, candidato que procura mudar a estratégia para conquistar votos à abstenção.
O Podemos, que elegeu 27 deputados, é a sétima maior força na Câmara dos Deputados e a quinta formação política a declarar o seu apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na segunda volta das eleições presidenciais, agendada para dia 25.
"O Brasil quer mudança, os brasileiros querem voltar a sonhar com o Brasil. O empreendedor quer voltar a investir. Os problemas são reais e distantes das promessas que vêm acontecendo", declarou.
Com o apoio do Podemos, Flávio Bolsonaro conta com a adesão de grandes partidos de centro e direita na sua campanha, que já conta com apoios do União Brasil, Partido Progressistas (PP), Republicanos e NOVO.
Com a exceção do NOVO, os demais partidos que decidiram apoiar Flávio formam o chamado "Centrão", grupo informal de partidos sem base ideológica definida, que compõe a base dos governos em troca de cargos e influência política.
União Brasil, PP e Republicanos chegaram a tutelar ministérios no Governo Lula, que cedeu cargos em troca de governabilidade.
Ao receber os apoios, Flávio tem reiterado, nos seus discursos, a importância de ter maioria no Congresso para fazer mudanças na Constituição, como por exemplo reformar o sistema Judiciário para "redemocratizar" o país e acabar com a reeleição do Presidente.
Atrás de Flávio Bolsonaro com 2,2 milhões de votos na primeira volta, Lula até o momento não conseguiu apoio de nenhum candidato presidencial e nem de outro partido grande, como o PSD e o MDB, que se mantêm neutros.
Nos últimos dias, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, de Lula) ficou em Brasília e teve uma série de reuniões com candidatos eleitos e com a sua coordenação de campanha, para mudar a estratégia para a segunda volta.
Lula colocou petistas do Nordeste, região onde tem maior aprovação, para coordenação da sua campanha, após declarar publicamente que esta foi a campanha "menos organizada" que já viu desde 1989 e mostrar-se frustrado com o resultado do último domingo.
Nos últimos dias, petistas pediram a Lula menor participação da primeira-dama, Rosângela da Silva, "Janja", na campanha e que ceda espaço e protagonismo ao vice-presidente, Geraldo Alckimin, que já governou São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, por quatro vezes.
O objetivo é lembrar a figura de Alckmin, após a aliança feita em 2022, uma vez que o vice-presidente, que já foi por mais de 30 anos do PSDB, um partido de direita, tem menor rejeição entre industriais, empresários e parte mais conservadora da sociedade.
Em busca dos 33 milhões de eleitores que não foram votar na primeira volta, Lula tem feito apelo à militância e a influenciadores de esquerda para convencer as pessoas a comparecerem às urnas no dia 25 de outubro, data da segunda volta.
"O nosso lema é o seguinte: Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão.
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