Polícias protestam em Lisboa contra "jogo do empurra" do Governo
C erca de uma centena de polícias concentraram-se hoje frente ao Ministério da Administração Interna para exigir uma valorização salarial efetiva já em janeiro de 2027, acusando o Governo de estar "num jogo do empurra" para adiar esses aumentos.
"O que vemos da parte do Governo é um jogo do empurra para que esta valorização se concretize mais tarde", disse à Lusa Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que convocou o protesto de hoje, ao qual se juntou também a Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR), que juntou cerca de uma centena de polícias, entre PSP e GNR.
Paulo Santos acusou o Governo de mostrar "pouca disponibilidade" para dar "passos concretos" nas negociações que decorrem com o Ministério da Administração Interna (MAI) e o Ministério das Finanças", apontando ainda "um vazio" de propostas da parte da tutela.
Acusou também o Governo de "lançar ideias e experimentações", desajustadas à urgência do momento.
"Não temos tempo para experimentações, temos tempo para no prazo de um mês definir uma política que promova uma valorização da tabela remuneratória", disse, a propósito do prazo até à aprovação final do Orçamento do Estado para 2027, cuja proposta foi hoje entregue pelo Governo no parlamento.
Só ao fim de duas horas de concentração, às 19h30, os polícias arrancaram em direção à Câmara Municipal de Lisboa, a poucos metros de distância do Terreiro do Paço, onde fica o MAI, para encerrarem o protesto frente à sede da autarquia.
A verba para a segurança interna vai aumentar 9,3% no próximo ano, totalizando 3.164 milhões de euros, com a maior parte destinada aos salários das polícias, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
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