Seguro manda recados ao Governo sobre os resultados PISA: “Portugal ainda tem muito caminho a recuperar”
O Presidente da República, António José Seguro, deixou esta segunda-feira vários alertas ao Governo sobre o desempenho dos alunos portugueses e a capacidade da escola em promover a mobilidade social.
“Os resultados do PISA mostram que Portugal tem muito caminho a percorrer.
Infelizmente, a expressão correta é ‘muito caminho a recuperar’” , afirmou Seguro, durante a inauguração da Escola Secundária de Cascais.
Seguro pede “reflexão séria e ação” após resultados do PISA Ler Mais Perante o primeiro-ministro, Luís Montenegro, Seguro defendeu que o s resultados do PISA devem ser encarados “com serenidade, mas também com ambição” , num momento em que o sistema educativo português atravessa uma transformação que, segundo o Chefe de Estado, exige repensar a escola e a forma como se ensina.
“O sistema educativo está a atravessar uma transformação que nos obriga a repensar a escola” , afirmou.
E essa transformação, acrescentou, “tem de ser feita com professores, alunos e famílias e todos os profissionais que lhe dão apoio”.
A intervenção de Seguro surge depois de os resultados do PISA 2025 terem confirmado uma deterioração do desempenho dos alunos portugueses, sobretudo a matemática e leitura.
Foi perante este cenário que o Presidente da República escolheu sublinhar que o país não pode limitar-se a inaugurar escolas ou a investir nas infraestruturas.
“Uma escola não é somente o edifício onde se aprende.
É o lugar onde uma sociedade decide todos os dias o futuro que quer oferecer à geração seguinte” , afirmou.
Seguro alargou a responsabilidade pela Educação para lá do Governo.
“Uma tarefa à qual os pais não se podem excluir”, afirmou, antes de acrescentar: “É aqui que começa a nossa responsabilidade, de Governo, de Presidente da República e a do Parlamento”.
Na sua intervenção, fez também questão de destacar o papel do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na modernização das escolas.
“O papel do Plano de Recuperação e Resiliência permitiu acelerar a requalificação de muitos estabelecimentos de ensino” , afirmou, sublinhando que a escola inaugurada em Cascais “é uma obra de Cascais”, mas constitui também “uma parte de um esforço nacional” e de um esforço da própria União Europeia.
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