EUA-Irão: ataques a petroleiros agravam tensão no Golfo
A tensão entre os Estados Unidos e o Irão mantém-se elevada este sábado apesar da decisão de Donald Trump de não ordenar novos ataques militares antes das eleições intercalares norte-americanas de 3 de novembro.
Nas últimas 24 horas, os ataques contra navios no Golfo e a continuação da ofensiva dos rebeldes houthis contra infraestruturas sauditas reforçaram os receios de alargamento do conflito e de novas perturbações no abastecimento mundial de petróleo.
A diplomacia continua a ser uma possibilidade, mas não existe um acordo para terminar a guerra.
O Irão mantém exigências relacionadas com o bloqueio naval norte-americano e as sanções económicas, enquanto Washington procura garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz e obter concessões de Teerão.
A segurança do transporte marítimo voltou a estar no centro da crise.
Segundo informações divulgadas pelo Financial Times , o Irão alargou os ataques a petroleiros para além do estreito de Ormuz, incluindo incidentes com navios nas águas do Golfo, numa tentativa de reforçar a pressão sobre a navegação e os países exportadores de petróleo da região.
Entre os casos noticiados estão ataques a um petroleiro de propriedade turca, nas proximidades do Qatar, e a um superpetroleiro chinês junto aos Emirados Árabes Unidos.
Os incidentes aumentam os riscos para as tripulações e para as empresas de transporte marítimo, que enfrentam custos de segurança e seguros mais elevados.
O estreito de Ormuz é uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás natural liquefeito.
A redução do tráfego nesta passagem pode limitar as exportações dos países do Golfo e provocar novas oscilações nos preços da energia.
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