Mais de 60% dos portugueses adiaram projetos devido ao aumento do custo de vida
O aumento do custo de vida levou 63% dos portugueses a adiar projetos pessoais, económicos ou financeiros, segundo o Barómetro DN/Aximage , realizado junto de 501 pessoas entre 6 e 7 de outubro.
Entre os projetos adiados, destacam-se as viagens de férias, referidas por 51% dos inquiridos, e as remodelações de casa, a compra de automóveis e de eletrodomésticos.
O adiamento de tratamentos de saúde foi indicado por 22% , enquanto 9% adiaram a decisão de ter filhos e 6% a continuação dos estudos ou o casamento .
A subida dos preços também levou a mudanças nos hábitos de consumo e alimentação.
Cerca de 62% dos inquiridos passaram a prestar mais atenção aos preços dos alimentos, 59% privilegiam produtos em promoção e 54% recorrem mais a marcas brancas .
Ainda assim, 30% deixaram de comprar determinados alimentos e 8% reduziram o número de refeições diárias.
Entre os mais jovens, dos 18 aos 34 anos, a proporção dos que passaram a comer menos refeições sobe para 14%.
Os combustíveis também condicionaram a mobilidade: 59% dos inquiridos alteraram a forma como se deslocam devido à subida dos preços, sobretudo reduzindo as viagens de lazer (56%) e os passeios ao fim de semana (55%) .
Quase metade (48%) passou a andar mais a pé e 25% aumentaram a utilização dos transportes públicos.
As mulheres reportaram mais adiamentos de projetos do que os homens (67%, contra 58%) e também mais adiamentos de tratamentos de saúde (28%, face a 14%).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.