Novo primeiro-ministro britânico promete maior intervenção pública e descentralização
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, invocou esta terça-feira no Parlamento a sua experiência como presidente da câmara de Manchester para defender a descentralização do poder no Reino Unido e maior intervenção em serviços públicos.
Burnham defendeu este modelo “com confiança, apoiado por uma década de experiência pessoal na revitalização de um dos antigos centros industriais do Reino Unido, transformando-o na região urbana com o crescimento mais rápido do país e invertendo a tendência de baixo crescimento”.
“Isso proporcionou-me uma teoria clara sobre o crescimento, e irei aplicá-la a todas as regiões do Reino Unido, aprendendo com o que foi alcançado na Grande Manchester”, acrescentou.
Burnham afasta aliados de Starmer durante remodelação Ler Mais Segundo Burnham, “retomar o controlo de serviços essenciais, como os transportes, é um fator que permite uma economia mais produtiva , pois permite que as áreas locais assumam elas próprias as alavancas do poder”.
O primeiro-ministro prometeu um plano a longo prazo com “medidas para um controlo público mais forte sobre estes serviços essenciais, fazendo com que voltem a funcionar em benefício das pessoas e das localidades”.
Outra política, acrescentou, será capacitar as autoridades locais para “lançar o maior programa de construção de habitações municipais desde o período do pós-guerra”.
O chefe do Governo deu a entender que o investimento na Defesa vai aumentar, mas deixou os detalhes para o orçamento, a apresentar em 28 de outubro.
PM britânico promete “um novo modelo político e económico” Ler Mais Na declaração aos deputados, no primeiro dia de trabalhos parlamentares após as férias de verão, Burnham prometeu “uma abordagem clara, coerente e credível com vista ao crescimento, capaz de despertar um sentimento de positivismo e de possibilidades em todos os códigos postais”.
Sobre o antecessor, Keir Starmer, que anunciou que vai renunciar ao mandato de deputado, recordou que “dedicou toda a sua vida ao serviço público deste país”.
Desde que assumiu o cargo a 20 de julho, Burnham tem viajado por todo o país prometendo trazer um otimismo nacional renovado .
A oposição tem questionado várias medidas, como a criação de um segundo gabinete do primeiro-ministro em Manchester para impulsionar a estratégia de conferir mais poderes aos líderes locais e distribuir o crescimento económico por todo o país.
Burnham foi, entretanto, obrigado a alterar os planos de libertar antecipadamente alguns criminosos, na sequência de apelos da viúva de um agente da polícia que morreu num atropelamento seguido de fuga, para que os seus assassinos permanecessem na prisão.
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