16h. Moção de Censura. Conferência de líderes define data
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São 4 horas. Já está a decorrer a conferência de líderes que vai definir a data para debater e votar a moção de censura ao governo.
Sim, Miguel, em cima da mesa estão duas datas: 10 de setembro, três dias depois dos trabalhos em comissão parlamentar começarem, ou o dia 17 de setembro, isto três dias depois da retoma do funcionamento do plenário. Se esta for a data escolhida, o 17 de setembro, a moção de censura apresentada pelo Chega já será debatida na segunda sessão legislativa deste governo e não há, por isso, necessidade da Comissão Permanente intervir para convocar o plenário. Nesta altura, nos paços perdidos da Assembleia da República, aguardam-se também declarações de André Ventura, mas desta vez sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves, uma comissão que o presidente da Assembleia da República já disse que vai rejeitar, isto se o Chega não alterar o requerimento. José Pedro Aguiar-Branco identificou insuficiências no documento e exige à bancada parlamentar do Chega a reformulação do objeto e dos fundamentos da comissão. Por isso, é como te digo, aguardamos aqui as declarações de André Ventura numa altura em que continua a reunião extraordinária da conferência de líderes.
Reunião da conferência de líderes a decorrer, enquanto se aguardam também essas declarações de André Ventura sobre o requerimento para abrir uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro Luís Neves.
O Presidente da República recusa comentar essa moção de censura apresentada pelo Chega e avisa que não envia recados através de ninguém.
Esta posição do Presidente da República surge em declarações à SIC, declarações que não foram gravadas, mas que foram feitas em Porto Covo, onde António José Seguro está de férias. Nessas declarações, deixou claro que ninguém pode falar em nome do Presidente da República, numa referência às recentes declarações de André Ventura, que detalhou a posição do Presidente da República numa chamada telefónica, mas numa referência também às declarações de Álvaro Beleza e Adalberto Campos Fernandes, que foram apontadas por vários agentes políticos como posições de Belém, uma vez que tanto Álvaro Beleza como Adalberto Campos Fernandes são conselheiros próximos do chefe de Estado. Entretanto, já Álvaro Beleza veio também dizer à SIC que estava apenas a falar em nome próprio e não em representação de António José Seguro. Até o momento, o Presidente da República não tinha desmentido também um suposto ultimato a Montenegro, nem as declarações dos seus conselheiros mais próximos. Agora, nessas declarações à SIC, que não foram gravadas, Seguro deixa claro que o Presidente da República não é um fator de perturbação e que não envia recados através de ninguém. António José Seguro abstém-se de comentar a moção de censura, diz que quando entender que é a altura de falar sobre o assunto, vai fazê-lo.
O primeiro-ministro diz que está tranquilo perante essa moção de censura.
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