Guterres lamenta graves inundações no Nepal e anuncia mobilização da ONU para apoiar comunidades afetadas
O secretário-geral "expressa as suas condolências às famílias das vítimas e deseja uma rápida recuperação aos feridos", indicou o porta-voz de Guterres, em comunicado, manifestando solidariedade a todos os afetados.
"No Nepal, as Nações Unidas estão a apoiar a resposta liderada pelo Governo, incluindo a avaliação da dimensão do desastre e a prestação de assistência urgente", explicou ainda Stéphane Dujarric.
Guterres elogiou ainda os socorristas que trabalham para salvar vidas e reiterou a disponibilidade das Nações Unidas para prestar apoio adicional.
O número de mortos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete subiu esta quarta-feira para 160, de acordo com um novo balanço das autoridades locais.
O balanço anterior do acidente, que ocorreu na fronteira entre o Nepal e o Tibete, dava conta de pelo menos 98 mortos e 600 desaparecidos, mas este número já foi entretanto atualizado para cerca de 900.
Uma cidadã portuguesa está desaparecida. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a mulher integrava um grupo e encontrava-se no posto fronteiriço do lado do Nepal.
A Autoridade Nacional para a Redução e Gestão do Risco de Catástrofes (NDRRMA) do Nepal soma 484 turistas incontactáveis, além de 44 membros do exército, 28 polícias, 13 efetivos da Força Armada de Polícia e 60 trabalhadores de vários projetos hidroelétricos.
Entre os turistas desaparecidos no Nepal, 93 são nepaleses e 391 são estrangeiros, incluindo uma portuguesa e dois espanhóis.
Há também 133 indianos, 47 norte-americanos, 34 australianos, 33 britânicos, 24 canadianos, 19 malaios, sete ucranianos, seis singapurianos, seis sul-africanos, cinco japoneses, cinco neozelandeses, quatro alemães, três franceses, dois irlandeses, dois neerlandeses e dois russos.
A vaga de água e lama atingiu por volta das 09:15 locais (04:30 em Lisboa) o rio Bhotekoshi a partir da zona tibetana e afetou com particular gravidade as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, segundo fontes oficiais.
Dezenas de imagens de câmaras de vigilância mostram pequenas povoações, albufeiras, pontes e outras infraestruturas a serem completamente destruídas quando o rio que as atravessa sobe repentinamente, enquanto dezenas de pessoas correm a tentar fugir das inundações.
As autoridades mobilizaram as forças de segurança e as equipas de emergência enquanto tentavam determinar a dimensão dos estragos e localizar as pessoas que permaneciam incontactáveis.
A cheia atingiu com especial intensidade o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, onde a massa de água atingiu as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, junto a uma das principais passagens terrestres para o Tibete.
A catástrofe danificou pelo menos 80 pontes transitáveis (35 para tráfego rodoviário e 45 suspensas) e cerca de 40 quilómetros de estradas, além de projetos hidroelétricos e outras infraestruturas, o que dificultou o acesso das equipas de salvamento a algumas das zonas afetadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.