"Moradores dão conta de que a grua balançava bastante". Câmara de Sintra chamou a ACT ao local onde morreram dois trabalhadores
O presidente da Câmara Municipal de Sintra pediu à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que se deslocasse ao local onde dois trabalhadores morreram depois da queda de uma grua.
Em declarações a partir de Belas, Marco Almeida confirmou que foram mobilizados dois psicólogos que já estão a dar apoio às famílias e ao terceiro trabalhador que estava no local, e que escapou ileso, uma vez que estava na parte traseira deste edifício, ao contrário das vítimas mortais, que estavam nivelados no sétimo andar a realizar pinturas.
O autarca pretende agora saber todo o processo de licenciamento em causa, algo que caberá também à ACT fazer, até porque se trata de uma obra que estava localizada em espaço público.
Questionado sobre uma eventual falha nas condições da obra, com a grua elevada a sete andares, Marco Almeida prefere esperar para ver o que se passou, garantindo que serão apuradas todas as responsabilidades.
“Falei com alguns moradores que dão conta de que a grua balançava bastante”, admitiu o autarca, deixando novamente claro que vai esperar para ter uma posição mais clara.
Marco Almeida não sabe ainda as condições de licenciamento desta obra, lembrando que a ACT só pode intervir quando a obra está devidamente licenciada. É isso que as autoridades vão tentar perceber agora, sendo que “o empreiteiro é muito parco em palavras”, mas “é junto da PSP que tem de prestar as devidas declarações”.
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