Que Brasil vai a votos? E que Brasil sairá destas eleições?
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No Brasil, mais de 158 milhões de eleitores vão a votos a 4 de outubro para decidir quem será o próximo presidente brasileiro. Os candidatos são 13, mas dois deles, Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, concentram a maior parte das intenções de voto. A campanha, de resto, já está no terreno. Helena Matos, bom dia. O que é que pode determinar a vitória ou a derrota de cada um deles?
Essa é a pergunta que farão neste momento muitos milhões de brasileiros. Estamos a falar de uma eleição com voto obrigatório, o que também quer dizer alguma coisa. Estamos a falar de um país que é um gigante no seu subcontinente. É curioso, porque ao preparar este programa, acabei a recordar daquelas coisas que sabemos, mas que não lembramos de maneira nenhuma, é que o Brasil faz fronteira com vários países, mesmo muitos países, aquilo a que chamamos a América Latina. Temos a Bolívia, o Peru, a Venezuela, a Colômbia, por aí fora, mas também faz fronteira com a França. Diz a Wikipédia que é mesmo a maior fronteira terrestre contínua da França, isto por causa da Guiana Francesa. Estamos a falar daquele que é um gigante à sua escala e cuja eleição tem, objetivamente, um impacto naquela região do mundo e em todo o continente americano. É disso que estamos neste momento a falar. Note-se que nós temos tido eleições na América Latina que têm virado, de alguma forma, o continente, que estava muito à esquerda, está agora muito mais orientado para a direita. Teremos governos de direita na Bolívia, no Peru, na Colômbia, no Paraguai e na Argentina. Mas é claro que aquele que for o resultado destas eleições no Brasil, fazem ou não virar o pêndulo para um dos lados. Ou seja, nós temos neste momento um subcontinente a virar à direita, mas o resultado das eleições no Brasil, se for à esquerda, é claro que vira para o outro lado, porque o peso do Brasil é enorme. A campanha já começou. Teve um debate televisivo já esta noite. Foi um debate parcial, na medida em que não estiveram presentes os principais candidatos. Ou seja, Lula da Silva e Flávio Bolsonaro não estiveram. E depois há todas aquelas coisas que são possíveis no Brasil. Um dos candidatos presentes e que participou no debate, até ao último momento, começou por ir lá para protestar, mas depois acabou a entrar e a participar no debate. É claro que com a ausência dos dois principais candidatos, boa parte das intervenções acabaram a ser focadas precisamente nos candidatos ausentes e talvez, daquilo que pude ir percebendo pelas avaliações que foram dadas. Sim, também há uma espécie de vencedor do outro lado do Atlântico. Dos votos que foram sendo dados, das apreciações que foram sendo feitas, a maior parte das críticas terá incidido em Lula da Silva, por uma razão muito simples, ele é o presidente em funções. Note-se que Lula da Silva, ao mesmo tempo que estava a decorrer este debate, Lula da Silva fez sair uma entrevista e, como está a acontecer com os dois principais candidatos, as acusações de corrupção naqueles que lhes são próximos pesam bastante e parecem ser uma das grandes preocupações destes dois candidatos.
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