UE anuncia acordo político para proibir entrada de ex-combatentes russos
A chefe da diplomacia da UE anunciou hoje um "acordo político" entre os Estados-membros para proibir a entrada em território europeu de ex-combatentes russos, mas ressalvou ser ainda necessário acertar detalhes técnicos.
Em conferência de imprensa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), no Luxemburgo, Kaja Kallas salientou que é preciso "reduzir os riscos de segurança" provocados pela Rússia em território europeu.
Nesse sentido, a Alta Representante da UE indicou que, na reunião de hoje, os ministros abordaram a possibilidade de "restringir a circulação de diplomatas russos, reduzir o número de vistos turísticos para cidadãos russos e trabalhar na implementação rápida de uma proibição de entrada para ex-combatentes russos".
"No que se refere aos ex-combatentes, o trabalho vai continuar, mas os ministros mostraram que há um acordo político.
Ainda há detalhes técnicos por definir para determinar a sua aplicação prática – como é que se verifica, por exemplo, se a pessoa foi um combatente ou não – mas o mais importante é que há um acordo político", anunciou.
A chefe da diplomacia da UE indicou ainda que os ministros debateram também "formas de impedir o regresso de atletas russos e bielorrussos às competições desportivas internacionais" e de garantir que artistas russos não participam em eventos culturais.
"O desporto e a cultura não podem servir de instrumentos para branquear a agressão russa.
Com base na discussão de hoje, os meus serviços, em conjunto com a Comissão Europeia, apresentarão propostas sobre a forma de manter o isolamento da Rússia no desporto internacional", anunciou.
Kaja Kallas referiu ainda que, na reunião de hoje, os ministros abordaram os recentes ataques híbridos que os Estados-membros têm atribuído à Rússia e indicou que vai propor que seja criado um "protocolo de segurança de emergência".
"Este protocolo de segurança de emergência – que teria uma dimensão política e um nível de discussão e estipularia os instrumentos que os Estados-membros poderiam utilizar – surge da necessidade de sermos mais eficazes a dissuadir este tipo de ataques, incluindo os que visam os territórios dos nossos Estados-membros", indicou.
Sobre este assunto, Kallas referiu ainda que os ministros concordaram que a resposta aos ataques híbridos da Rússia deve ser "abrangente" e não feita individualmente perante cada caso à medida que for surgindo.
"Por isso, vamos, primeiro, impor mais sanções, incluindo o 22.º pacote de sanções.
Segundo, garantir que essas sanções são aplicadas.
Terceiro, reforçar as sanções contra a frota fantasma.
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