Presidente moçambicano defende dragagens para reforçar comércio regional
O Presidente moçambicano defendeu hoje que as novas dragagens de acesso ao Porto de Maputo, avaliadas em 131 milhões de euros, vão reforçar a capacidade do país para movimentar mais comércio, atrair investimento e servir a região austral de África.
"Estamos a criar condições para que o alcance de Moçambique seja profundo: para movimentar mais comércio, atrair mais investimento, produzir e exportar mais, servir melhor a nossa região e transformar a nossa posição geoestratégica numa verdadeira força económica da região da SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral]", afirmou Daniel Chapo.
O chefe de Estado falava hoje, em Maputo, no arranque das obras de dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo, uma intervenção estratégica para reforçar a capacidade, a eficiência e a competitividade do Porto e do Corredor de Maputo.
Chapo considerou a obra de engenharia marítima uma "escolha estratégica" sobre o lugar que o país pretende ocupar na economia regional, continental e internacional.
"Estamos a aprofundar o canal para construirmos uma das infraestruturas basilares que sustentam a nossa ambição de transformar Moçambique numa economia mais produtiva, industrializada, diversificada e competitiva", declarou.
O Presidente destacou o potencial do país, favorecido pela sua localização geográfica e pelos corredores logísticos, mas admitiu persistirem desafios, designadamente transformar a geografia em economia e a localização estratégica em competitividade.
"Somos um país do Índico e uma porta de África para o mundo", afirmou, considerando o Porto de Maputo uma peça fundamental para ligar a África Austral aos mercados internacionais.
Segundo Chapo, esta intervenção integra um programa de investimentos no Porto de Maputo superior a dois mil milhões de dólares (1,79 mil milhões de euros), preparando a infraestrutura para competir no sistema logístico regional e internacional das próximas décadas.
O chefe de Estado defendeu ainda a simplificação de procedimentos ao longo da cadeia logística e uma aposta nas tecnologias digitais para melhorar a interligação institucional e a eficiência dos serviços.
De acordo com a MPDC – Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo, que promove a obra, a operação permitirá aumentar a profundidade máxima do canal dos atuais 14,4 metros para 15,3 metros, bem como ampliar significativamente a sua largura, criando condições para a entrada de navios de nova geração com até 366 metros de comprimento, capacidade para cerca de 14.000 contentores e calado próximo dos 15 metros.
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