PJ já deteve tripulante de lancha encalhada em praia. E houve perseguição
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um cidadão estrangeiro suspeito de envolvimento na atividade de tráfico de estupefacientes no caso da lancha rápida que ficou encalhada na madrugada desta sexta-feira na praia de Moledo, em Caminha, distrito de Viana do Castelo.
A notícia da embarcação encalhada foi conhecida esta manhã, mas explica agora a PJ que houve uma perseguição que começou ainda na noite de quinta-feira e que o caso está a ser tratado com a Guardia Civil de Espanha.
"A PJ teve conhecimento da possibilidade de haver uma descarga de produto estupefaciente, com recurso a embarcações de alta velocidade, na zona costeira portuguesa ou espanhola, a norte de Viana de Castelo", começa por explicar a nota, que dá conta de que a embarcação de alta velocidade (EAV) - agora apreendida - foi avistada pela primeira vez ao início da noite de ontem.
Após a embarcação ser avistada, conta a PJ que houve várias "tentativas frustradas de entrada no Rio Minho" por parte da mesma. A embarcação acabou, no entanto, por "inverter a respetiva navegação para Sul, acabando, pouco tempo depois, por ser propositadamente projetada para o areal da praia de Moledo, onde encalhou e foi prontamente abandonada, sem que, entretanto, fosse detetado qualquer produto estupefaciente a bordo da mesma".
"Movida imediata perseguição ao único tripulante detetado a abandonar a mesma EAV, acabou o mesmo por ser intersetado, constatando-se ser um cidadão estrangeiro, que fugia do local, por forma a eximir-se à ação da polícia", é explicado.
Por ser suspeito de envolvimento na atividade de tráfico de estupefacientes, o suspeito acabou por ser identificado e detido.
A embarcação apreendida encontra-se equipada com quatro motores fora bordo, "devidamente abastecida de combustível" e, para além desta, as autoridades apreenderam também "material de comunicações e uma pequena quantidade de produto estupefaciente, na posse do detido".
"A EAV encontra-se presentemente a ser removida para instalações próprias, por ação da Polícia Marítima, que prestou apoio logístico à operação", detalha a PJ, que explica ainda que o detido já foi presente a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal Judicial de Caminha, aguardando-se decisão quanto às medidas de coação que possam vir a ser aplicadas.
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