Este país não é para velhos
A minha mãe sempre me disse que a velhice não traz nada de bom.
A nível físico, começo a perceber o argumento.
As maleitas chegam sem convite, não respeitam agendas e, uma vez instaladas, parecem ter vocação para ficar.
Mas há outra coisa que também chega com o tempo e que não trocaria por nada: uma certa tranquilidade para olhar para as decisões, relativizar o que antes parecia definitivo e reconhecer mais depressa os sítios onde não vale a pena voltar.
Gosto particularmente do filme “Este País Não É Para Velhos”, dos irmãos Coen, mas não me interessa discutir o filme.
Interessa-me a frase.
Porque, se há coisa que parece estar sempre em discussão, é a utilidade da idade.
Demasiado velho para aprender.
Demasiado novo para saber.
Demasiada experiência para aceitar mudanças.
Pouca experiência para ter uma opinião.
A idade é um argumento extraordinariamente conveniente.
Serve para desvalorizar quem já cá estava e para desresponsabilizar quem acabou de chegar.
E, no entanto, nem a juventude é um certificado de inovação, nem a idade uma garantia de sabedoria.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.