Portugal no lado certo do mapa europeu
Regresso de Munique com uma convicção reforçada: o principal desafio do mercado imobiliário europeu já não é apenas recuperar a confiança dos investidores.
É conseguir apresentar oportunidades que justifiquem, de forma convincente, a alocação de capital num contexto em que o risco tem um preço muito mais evidente.
Passei três dias na EXPO REAL, a maior feira de imobiliário e investimento B2B da Europa.
A 27.ª edição juntou mais de 42 mil participantes de 74 países, ligeiramente mais do que no ano passado.
Poucos lugares medem tão bem o pulso dos investidores e o diagnóstico da própria organização foi de uma honestidade quase germânica.
Este ano, Munique trocou a esperança pelo realismo e adotou um novo lema: sturdy till 2030 .
Confesso que gosto da franqueza.
É menos poético, mas muito mais útil para quem tem de construir um plano de negócio.
Este ano, o que ouvi foi invulgarmente consistente: Há dinheiro, mas há pouca pressa para o gastar.
O capital existe, e convém não o esquecer.
Mas levantar fundos demora hoje mais tempo, e os comités de investimento passaram a dissecar cada operação.
Um bom ativo numa boa localização já não chega.
É preciso um plano de negócio credível e uma equipa que prove que o sabe executar.
Não por acaso, uma das ideias mais repetidas em Munique foi a de que a gestão ativa dos ativos, e não a macroeconomia, passou a ser o verdadeiro motor do retorno.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.