AIE revê em baixa previsão para a procura de petróleo em 2026
A procura mundial de petróleo irá diminuir em 2,5 milhões de barris por dia em 2026 , uma revisão em baixa de 940.000 barris por dia em relação ao mês passado, devido ao impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
A previsão publicada esta sexta-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE) especificou que a descida concentrar-se-á nos destilados médios (combustíveis obtidos a partir da destilação do petróleo) e nas matérias-primas petroquímicas, especialmente na Ásia.
Em 2027, a procura poderá recuperar em 2,6 milhões de barris por dia, compensando a queda prevista para este ano , consoante a estimativa da AIE.
Venezuela mantém “controlo e propriedade” do petróleo Ler Mais Em agosto, a produção mundial de petróleo caiu 1,6 milhões de barris por dia, para 100,1 milhões, enquanto mais de 10 milhões de barris da produção do Golfo permaneciam paralisados devido ao aumento dos riscos de segurança decorrentes do conflito no Médio Oriente.
Segundo os cálculos da AIE, a oferta mundial irá reduzir em 5,7 milhões de barris por dia este ano, para 100,7 milhões , uma vez que a recuperação da produção no Golfo está adiada até 2027, quando a produção poderá recuperar em oito milhões de barris por dia.
O crescimento da produção fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) será liderado pelos produtores das Américas (Estados Unidos, Canadá, Brasil, Argentina e Guiana), que contribuirá com 1,4 milhões de barris por dia em 2026 e mais um milhão de barris por dia em 2027.
Petróleo acelera 8%.
É a maior subida semanal desde julho Ler Mais Em agosto, as refinarias atingiram um máximo sazonal de 81,4 milhões de barris por dia, mais 960.000 barris por dia do que em julho, mas menos 4,2 milhões de barris por dia do que no ano anterior.
A atividade mundial de refinação deverá diminuir 2,6 milhões de barris por dia em 2026, para 81,5 milhões de barris por dia, prevê a organização internacional.
A AIE constatou ainda que as margens de refinação atingiram níveis recorde na bacia atlântica, impulsionadas pelo aumento do preço do gasóleo , enquanto o aumento dos fretes exerceu pressão sobre a rentabilidade das refinarias de Singapura.
Os inventários mundiais registados caíram mais 95 milhões de barris em agosto.
Os volumes de petróleo bruto armazenados em navios diminuíram em 65 milhões de barris, enquanto os ataques voltaram a afetar o tráfego de petroleiros provenientes do Médio Oriente.
Os inventários fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) caíram 52 milhões de barris, liderados pela China, enquanto nos países dessa organização aumentaram 23 milhões de barris, uma vez que o aumento dos inventários comerciais compensou uma queda de 19 milhões de barris nas reservas governamentais.
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