Iraque quer unir redes energéticas e ferroviárias entre países islâmicos
"O Iraque apresenta uma iniciativa para interligar de forma integral as redes energéticas, ferroviárias, de transportes e de comunicações digitais, desenvolver os sistemas de pagamento digital e as plataformas comerciais, e promover a integração entre as zonas industriais", afirmou Al Zaidi num discurso, divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, citado pela agência Efe.
Além disso, defendeu que, com esta iniciativa, aspiram "estabelecer a segurança, estabilidade e prosperidade, ao mesmo tempo que reforçam a capacidade coletiva para fazer face a crises e desafios", num momento de fortes tensões que afetam vários países da OCI.
Bagdad acolhe este fim de semana a sessão ministerial pela primeira vez desde 1981, onde se reuniram 57 representantes dos Estados-membros da OCI, numa cimeira marcada pelas tensões regionais.
Durante o seu discurso, Al Zaidi afirmou que o "mundo islâmico enfrenta desafios crescentes que põem à prova a sua capacidade de coexistência e a sua aptidão para acompanhar o ritmo das transformações económicas, culturais e mediáticas".
Fez uma referência especial às crises que estes países enfrentam, "tanto a nível regional como internacional", exigindo "uma maior ação conjunta para proteger os interesses dos seus povos".
"A Organização para a Cooperação Islâmica constitui um pilar fundamental para reforçar os laços de fraternidade e integração entre os nossos povos; povos unidos pelo Islão como fé, cultura e civilização", afirmou.
O primeiro-ministro iraquiano assegurou que o Iraque defende "o comércio livre, a proteção das rotas comerciais e a garantia de um trânsito fluido através dos corredores internacionais", num contexto do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa a maior parte das exportações de petróleo iraquiano.
Insistiu também na sua posição relativamente à causa palestiniana, colocando-a no centro do conflito na região, e apelou à garantia de "justiça para o povo palestiniano".
Esta cimeira decorre num momento de elevada tensão regional que afeta muitos dos países membros da OCI, onde a guerra de Israel em Gaza continua a ser central, a par do conflito entre os Estados Unidos e o Irão, que tem tido graves repercussões na região do Médio Oriente.
A isto soma-se o conflito armado no Iémen, onde os rebeldes houthis enfrentam as forças governamentais, apoiadas pela coligação liderada pela Arábia Saudita, país que está a ser atacado diariamente pelos insurgentes iemenitas.
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