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Os cães reconhecem as nossas expressões e sabem se estamos felizes, tristes ou assustados

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Os cães reconhecem as nossas expressões e sabem se estamos felizes, tristes ou assustados

É algo que todos os donos de cães já sabiam. Nas agora temos a ciência para o provar: os cães conseguem realmente perceber quando estamos felizes ou tristes.

Os cientistas examinaram os cérebros dos cães para revelar como estes processam várias expressões humanas, incluindo felicidade, tristeza, raiva e medo, de acordo com um estudo publicado a 10 de agosto, na revista iScience.

Os exames, realizados por uma equipa da Universidade de Viena, mostram como os cérebros dos animais respondem de forma diferente, dependendo da expressão que os humanos exibem.

A autora principal do estudo, Laura Cuaya, explicou as descobertas num comunicado de imprensa publicado no site da universidade. “Quando comparamos os humanos com os primatas, estamos a analisar capacidades que podem ter vindo de um antepassado comum”, afirmou.

“Com os cães, a história é totalmente diferente. Eles seguiram um caminho evolutivo muito distinto. Mas, através da domesticação, desenvolveram as capacidades sociais necessárias para nos compreender e cooperar connosco”.

Os investigadores realizaram exames aos cérebros de oito cães (seis border collies, um labrador e um golden retriever) enquanto lhes mostravam imagens de estranhos com uma expressão feliz ou neutra. As imagens de rostos felizes aumentaram a atividade nas partes do cérebro associadas a funções cognitivas superiores e ao processamento de recompensas: o córtex temporal e o núcleo caudado.

“Isto sugere que os rostos humanos felizes podem ter um significado emocional para os cães”, afirmou Laura Cuaya, que iniciou a investigação na Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) e, posteriormente, expandiu-a através de uma colaboração com a Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, antes de se mudar para a capital austríaca.

Em seguida, os investigadores quiseram saber se as mesmas áreas do cérebro dos cães responderiam a outras emoções. Mostraram a 12 cães imagens de pessoas a sentir-se felizes, zangadas, com medo ou tristes e utilizaram a aprendizagem automática para analisar a sua atividade cerebral.

Mas os cérebros dos cães não responderam da mesma forma às expressões de raiva, medo ou tristeza como responderam à felicidade. No entanto, uma análise de todo o cérebro revelou padrões distintos de atividade quando os cães viram rostos a demonstrar as emoções negativas.

“Os seres humanos são muito bons a captar pequenos detalhes no rosto, tal como os cães”, afirma o primeiro autor, Raúl Hernández-Pérez, também da Universidade de Viena. “Isto torna os cães muito interessantes. Ao estudar os seus cérebros, podemos compreender que adaptações se desenvolveram para sustentar a sua notável compreensão social e emocional dos seres humanos”.

Laura Cuaya e Raúl Hernández-Pérez são parceiros tanto na vida privada como na profissional e têm dois cães, Odin e Kun-kun, que fizeram parte deste estudo.

Raúl Hernández-Pérez explica à CNN que “descobrir que o núcleo caudado estava envolvido no processamento de rostos felizes foi uma agradável surpresa”, acrescentando: “Em todas as espécies, esta região tem sido associada ao processamento de recompensas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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