Tesla e marcas concorrentes recolhem mais de quatro milhões de veículos na China por razões de segurança
A Tesla e outros fabricantes chineses de automóveis anunciaram uma recolha de mais de quatro milhões de veículos devido a preocupações de segurança relacionadas sobretudo com os puxadores das portas, informaram esta sexta‑feira, 21 de gosto, as autoridades chinesas.
A fabricante norte‑americana está a chamar cerca de 2,98 milhões de veículos elétricos produzidos na China e importados, incluindo os modelos Model 3, Model Y, Model X e Model S , devido a riscos associados aos puxadores das portas, segundo a Administração Estatal para a Regulação do Mercado da China.
A recolha, a maior deste ano segundo a imprensa chinesa, surge poucos meses depois de as autoridades terem anunciado, e m fevereiro, que a partir do próximo ano será proibida a utilização de puxadores ocultos , comuns nos veículos elétricos da Tesla e em muitos modelos chineses.
A China intensificou recentemente o escrutínio sobre os puxadores ocultos ou embutidos, após acidentes em que as portas eletrónicas falharam e pessoas ficaram presas dentro dos carros.
Num aviso publicado no site do regulador chinês, foi citado o risco de segurança: e m situações extremas, como uma colisão grave que provoque falha elétrica, os puxadores podem dificultar a abertura rápida das portas pelos ocupantes ou impedir o acesso dos socorristas.
Alguns especialistas da indústria afirmaram que os fabricantes devem valorizar a segurança acima do design .
Cui Dongshu, líder da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, classificou a recolha como “um passo inevitável” no desenvolvimento da indústria de veículos elétricos e disse que os fabricantes estão a ser “responsáveis” ao adotar uma abordagem fiável e centrada na segurança.
“Este movimento representa, em parte, as dores de crescimento da indústria.
Ao mesmo tempo, significa uma atualização de segurança impulsionada por políticas”, acrescentou Cui.
A Tesla irá realizar atualizações de software nos veículos para mitigar os riscos , segundo o aviso.
A empresa não respondeu de imediato a pedidos de comentário.
Por seu lado, a Xiaomi, gigante tecnológica sediada em Pequim, vai tirar do mercado mais de 390 mil veículos, com a Leapmotor, de Hangzhou, a retirar mais de 370 mil.
Outros fabricantes chineses, incluindo Geely e XPENG, também anunciaram recolhas.
As razões apresentadas foram semelhantes, relacionadas sobretudo com problemas nos puxadores das portas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.