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China descreve proposta de aumento de Defesa de Taiwan como "desperdício"

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China descreve proposta de aumento de Defesa de Taiwan como "desperdício"

O Governo chinês qualificou hoje de "desperdício" a proposta de Taiwan para elevar o orçamento da Defesa até um valor recorde de 1,12 biliões de dólares taiwaneses (30,5 mil milhões de euros) para 2027.

Numa conferência de imprensa hoje, a porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhu Fenglian, considerou que, desde que o Partido Democrático Progressista (PDP) de Taiwan chegou ao poder em 2016, os seus dirigentes "se têm agarrado obstinadamente à postura separatista da `independência`" e "têm esbanjado cada vez mais o dinheiro ganho com o suor do povo taiwanês".

Segundo a porta-voz, o atual Executivo "lançou-se pelo caminho errado do militarismo desenfreado, não só cortando na despesa social e no bem-estar da ilha (...), mas também arrastando Taiwan para um abismo de catástrofe".

Zhu considerou que o aumento no orçamento da Defesa prejudica os interesses diretos da população taiwanesa e "será sem dúvida rejeitado pela opinião pública".

O presidente de Taiwan, William Lai Ching-te, adiantou esta segunda-feira que o seu Governo irá propor um orçamento de Defesa de 1,12 biliões de dólares taiwaneses para o próximo ano, o que representa um aumento de 18% em relação a 2026.

"Investir na defesa é investir na paz; continuaremos a construir uma capacidade de defesa mais sólida para preservar a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan e na região", assegurou o líder taiwanês.

Este mês, o parlamento de Taiwan, aprovou, após um atraso recorde de 266 dias, o orçamento geral do Governo para 2026, que inclui um programa de drones para reforçar as defesas da ilha.

O orçamento final autoriza gastos de 2,98 biliões de dólares de Taiwan (80,5 mil milhões de euros), com 63,4 mil milhões de dólares (1,71 mil milhões de dólares) destinados para o desenvolvimento e aquisição de equipamento para a indústria de drones, face à crescente pressão militar da China.

O orçamento só foi aprovado após a alguns cortes sugeridos por deputados do principal partido da oposição, o Kuomintang (KMT), e do Partido Popular de Taiwan, um partido de oposição mais pequeno, que, juntos, detêm a maioria no parlamento da ilha.

O Executivo taiwanês apresentará agora os detalhes para propostas orçamentais do próximo ano a 20 de agosto, embora seja o parlamento a ter a última palavra sobre os valores definitivos.

A proposta responde não só à crescente pressão militar de Pequim, que considera Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e não descarta o uso da força para assumir o seu controlo, mas também às exigências de Washington, que insiste que Taipé deveria gastar mais na sua própria defesa.

Pequim, recusa manter contactos com o Partido Democrático Progressista, uma formação de tendência soberanista, mantendo relações mais próximas com o KMT, que liderou a ilha entre 1949 e 2000, e de 2008 a 2016.

Em abril deste ano a secretária-Geral do KMT, Cheng Li-wun, chegou mesmo a encontrar-se com o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim durante uma visita em julho deste ano, o primeiro entre dirigentes do Partido Comunista Chinês e do KMT em quase uma década.

As duas formações políticas têem em comum a aceitação do "Consenso de 1992" um entendimen

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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