Concurso para comprar 780 geradores ficou deserto apesar de 9,1 milhões do PRR
A secretaria-geral do Ministério da Administração Interna (MAI) lançou, a 8 de julho, um concurso para comprar 780 geradores, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com um preço-base de 9,1 milhões de euros.
A maioria dos equipamentos destinava-se a câmaras municipais e juntas de freguesia, para reforçar a sua autonomia energética, estando também previstas aquisições para a empresa que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a GNR.
Mas, segundo avança o Público , o procedimento ficou deserto , sem propostas, e já não houve tempo para lançar outro antes do fim do prazo de execução do PRR, em agosto.
Concurso para equipar câmaras com geradores ficou deserto Ler Mais O concurso foi lançado numa fase tardia e depois de alterações às especificações dos equipamentos.
De acordo com a secretaria-geral, as consultas a diferentes entidades , determinadas pelo gabinete do ministro da Administração Interna, Luís Neves, levaram a mudanças nas características dos geradores, nos destinatários e nos locais de entrega .
O organismo afirma ter alertado a tutela, a 22 de junho, para os riscos de atrasos e para o desajustamento entre as especificações técnicas e a capacidade do mercado.
A secretaria-geral atribui ainda a falta de propostas à insuficiência do preço-base e à incompatibilidade dos prazos de fornecimento com o calendário de execução .
O caso está no centro da divergência entre Luís Neves e o ex-secretário-geral do MAI, Ricardo Carrilho , demitido na segunda-feira.
O ministério responsabiliza a secretaria-geral por atrasos na execução de medidas, incluindo a disponibilização de geradores e rádios SIRESP às juntas de freguesia.
O organismo rejeita as acusações e sustenta que as sucessivas alterações comprometeram o procedimento.
Apesar de o concurso ter ficado sem propostas, a secretaria-geral garante que os 9,1 milhões de euros não foram perdidos, tendo sido reafetados a outros investimentos , num contexto em que o Governo afirma ter executado a totalidade do PRR.
Da demissão às acusações.
“Telenovela” no MAI em 7 episódios Ler Mais A polémica surge numa altura em que toma posse, na manhã desta quarta-feira, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ).
A iniciativa foi anunciada pelo Chega há quase três meses e visa escrutinar decisões do atual ministro da Administração Interna e eventuais responsabilidades políticas de quem o tutelou durante os oito anos em que dirigiu a força policial.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.