Alta Velocidade arranca em “bom português”. “Agora é preciso cumprir prazos”, avisa Pinto Luz
“Estamos a lançar a alta velocidade em Portugal em bom português.” No dia em que arrancam as obras da Alta Velocidade em Portugal, um dos maiores investimentos em infraestruturas do país “nas últimas décadas”, o ministro da Habitação e das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, reforçou o compromisso das empresas portuguesas no projeto, destacando que é preciso cumprir prazos.
Já olhando para o futuro, o governante aproveitou a presença do comissário europeu para pedir mais dinheiro a Bruxelas.
“Precisamos de mais porque queremos fazer mais.” “É um dia de enorme felicidade.
Os que me conhecem sabem que prefiro os dias das inovações do que as primeiras terras, mas com tantas décadas de indecisão, de ziguezagues, de incapacidade de concretizar, este momento reveste-se de uma particular importância”, afirmou Pinto Luz, na sessão de apresentação do arranque das Obras da Concessão PPP1, da Linha da Alta Velocidade, entre o Porto (Campanhã) e Oiã.
Pinto Luz destacou a importância daquela que é uma mais maiores obras de infraestruturas do século, destacando o custo de não decidir.
“ Este Governo é um Governo de decisões, de muita concretização.
Queremos entregar aos portugueses um Portugal mais capaz de acudir ao desenvolvimento económico que nos é exigido . este é o mote da alta velocidade”, disse, notando que “são muitos anos de decisão, mas são muitos anos que representam muitos portugueses e portuguesas que contribuíram para estarmos aqui hoje”.
O ministro reforçou, assim, que temos de “ aprender como a indecisão não se concretiza absolutamente nada .
Temos que encontrar plataformas de consenso, capacidade de equilibrar posições”.
“Não posso deixar-te de regozijar, neste momento, de estar aqui perante empresas nacionais, instituições nacionais, talentos nacionais, conhecimentos nacionais, que foram capazes de assumir risco”, realçou ainda, acrescentando que ouviu “o recado do líder do consórcio [Carlos Mota Santos] quando disse que estas empresas, este consórcio, não querem ficar aqui na Alta Velocidade, e nós, todos os portugueses, estamos a ouvir aquilo que é o vosso compromisso”.
Não é a Alta Velocidade deste Governo, é a Alta Velocidade de todos os portugueses, de vários governos ao longo de décadas e agora é preciso cumprir prazos, cumprir orçamentos para garantir que em 2030 este troço está concluído e em 2032 temos Lisboa, Porto, Vigo concluído.
Miguel Pinto Luz Ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz não deixou, porém, de reforçar a necessidade de cumprir os prazos, insistindo que “ temos de cumprir 2030 e 2032 “, garantindo que Lisboa e Porto estão ligadas por uma viagem de comboio de 1h15, em 2032.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.